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Tarcísio rebate Haddad sobre segurança e ironiza crítica: “Quem não usa inteligência é ele”

Tarcísio rebate Haddad sobre segurança e ironiza crítica: “Quem não usa inteligência é ele”

Governador de São Paulo cita 542 operações integradas contra o crime e questiona atuação do governo federal no combate às organizações criminosas

Por: Redação

19/08/2026 às 11:53

Imagem de Tarcísio rebate Haddad sobre segurança e ironiza crítica: “Quem não usa inteligência é ele”

Foto: Célio Messias/Governo do Estado de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), respondeu nesta quarta-feira (19) às críticas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), sobre o uso de inteligência artificial no combate à criminalidade no Estado. Haddad havia afirmado que São Paulo não estaria utilizando a tecnologia de forma adequada na área de segurança.

Tarcísio rebateu a declaração e afirmou que o governo paulista utiliza sistemas de inteligência para integrar diferentes forças de segurança. “Eu acho que quem não usa inteligência é ele quando fala essas bobagens”, disse o governador.

 

Estado reúne informações de diferentes órgãos

Ao responder à crítica, Tarcísio destacou que a estratégia paulista envolve o compartilhamento de informações entre o sistema prisional, os centros de inteligência das polícias Militar e Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O governador também afirmou que a estrutura de inteligência tem sido utilizada para coordenar operações conjuntas contra organizações criminosas.

Segundo os dados apresentados por Tarcísio, foram realizadas 542 operações integradas com participação da Polícia Federal, Receita Federal e Gaeco. Entre as ações citadas estão as operações Carbono Oculto, Poço de Lobato e Fim de Linha.

 

Tarcísio questiona atuação federal

Além de defender as ações do governo paulista, Tarcísio direcionou críticas à política federal de segurança pública. O governador afirmou que o enfraquecimento das Forças Armadas prejudica o combate ao crime organizado nas regiões de fronteira e acaba tendo consequências para os Estados.

Na avaliação de Tarcísio, o governo federal deveria considerar o papel das Forças Armadas no controle das fronteiras antes de apresentar novas propostas para a segurança pública.

“Elas estão morrendo, elas estão definhando”, afirmou o governador ao se referir à situação das Forças Armadas. Em seguida, questionou a postura de Haddad ao defender investimentos em segurança pública enquanto, segundo ele, a estrutura militar estaria sendo reduzida.

 

Disputa política antecipa debate eleitoral

O embate entre Tarcísio e Haddad ocorre em meio à movimentação política para as eleições de 2026. O governador é apontado como um dos principais nomes na disputa pelo governo de São Paulo, enquanto Haddad integra o núcleo político do governo federal.

A troca de críticas coloca segurança pública e combate ao crime organizado entre os temas que devem ganhar espaço no debate eleitoral, especialmente diante da atuação de facções criminosas em diferentes regiões do país.

Tarcísio sustenta que a integração entre os órgãos de segurança e o uso de inteligência são pilares da estratégia paulista, enquanto Haddad questiona a eficácia das ferramentas utilizadas pelo Estado.

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