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Toffoli passou quase 170 dias em resort ligado ao caso Banco Master

Toffoli passou quase 170 dias em resort ligado ao caso Banco Master

Estadia frequente no Tayayá gerou gastos superiores a R$ 500 mil com segurança pública e amplia questionamentos sobre conflitos de interesse no STF

Por: Redação

22/01/2026 às 07:56

Imagem de Toffoli passou quase 170 dias em resort ligado ao caso Banco Master

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli acumulou ao menos 168 dias de permanência no Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná, entre dezembro de 2022 e o fim de 2025. O dado foi revelado por levantamento divulgado nesta quinta-feira (22) e tem gerado forte repercussão política e institucional, especialmente pelo vínculo do empreendimento com personagens ligados ao caso Banco Master.

Segundo as informações, as viagens do ministro ao resort resultaram em gastos de aproximadamente R$ 548,9 mil em diárias de agentes de segurança pública, mobilizados para escolta e proteção durante as estadias. Os custos recaíram principalmente sobre o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), responsável pelo deslocamento de equipes sempre que Toffoli se hospedava no local, mesmo o resort estando fora da jurisdição do tribunal.

O Tayayá é apontado por moradores e funcionários da região como o “resort do Toffoli”, apesar de o empreendimento ter sido transferido formalmente, em abril de 2025, para o advogado Paulo Humberto Barbosa, que mantém sociedade com executivos do grupo J&F. Ainda assim, relatos indicam que o ministro continua utilizando uma casa privativa de alto padrão, além de manter lancha de uso pessoal ancorada no píer do complexo.

Desde a mudança formal de propriedade, Toffoli teria visitado o resort ao menos sete vezes, permanecendo hospedado por 58 dias apenas nesse período. No fim de 2025, o local chegou a ser reservado integralmente para um evento privado, com show e convidados, incluindo o ex-jogador Ronaldo Nazário.

O caso ganhou ainda mais relevância porque o resort é citado em reportagens anteriores como ligado a pessoas investigadas no escândalo do Banco Master, hoje sob análise do STF. Toffoli atua diretamente em processos sensíveis envolvendo o conglomerado financeiro, o que tem alimentado questionamentos sobre imparcialidade, conflito de interesses e uso de recursos públicos.

Além da hospedagem de luxo, o Tayayá oferece um ambiente de entretenimento com máquinas de apostas e mesas de jogos, estrutura comparada por frequentadores a um cassino, embora os equipamentos sejam classificados localmente como “videoloterias”. O tema já havia sido alvo de críticas após denúncias de que funcionários tratariam o ministro como verdadeiro proprietário do espaço.

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