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Dino determina multa diária para entes que descumprirem regras de transparência das emendas Pix

Dino determina multa diária para entes que descumprirem regras de transparência das emendas Pix

Ministro do STF cobra regularização de dados sobre repasses e amplia fiscalização de recursos transferidos a Estados e municípios

Por: Redação

10/06/2026 às 15:03

Imagem de Dino determina multa diária para entes que descumprirem regras de transparência das emendas Pix

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que Estados e municípios que descumprirem exigências de transparência relacionadas às chamadas emendas Pix poderão ser multados em 1% ao dia sobre os valores recebidos. A decisão faz parte das medidas adotadas pela Corte para ampliar o controle sobre a destinação de recursos públicos transferidos por meio de emendas parlamentares.

Segundo a decisão, o Ministério da Gestão e da Inovação deverá identificar, em até dez dias, os entes federativos que permanecem em situação irregular e encaminhar notificações para que as pendências sejam corrigidas. Os valores arrecadados com eventuais multas serão destinados a uma conta específica da União para financiar auditorias conduzidas pelo ministério e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Dino também determinou que Estados e municípios apresentem planos de trabalho, complementem documentos pendentes e insiram relatórios de gestão na plataforma Transferegov.br. Além disso, a CGU recebeu prazo de cinco dias úteis para apresentar um cronograma de auditoria dos recursos transferidos entre 2020 e 2024.

 

Foco em recursos destinados a eventos

Na decisão, o ministro afirmou que ainda existem falhas relevantes na prestação de informações sobre verbas destinadas ao setor de eventos. Segundo ele, a falta de transparência dificulta a rastreabilidade dos recursos e o acompanhamento da aplicação do dinheiro público.

“Comprometendo a verificação da adequada aplicação dos recursos públicos e a efetividade dos mecanismos de controle institucional”, escreveu Dino ao justificar a necessidade de reforçar a fiscalização.

O magistrado destacou especialmente os recursos direcionados a empresas beneficiadas pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), apontando dificuldades para a obtenção de informações completas sobre a utilização dos valores.

 

Pendências identificadas pela CGU

Dados encaminhados pela Controladoria-Geral da União mostram que diversos planos de trabalho ainda aguardam complementação e que relatórios obrigatórios não foram inseridos na plataforma federal de acompanhamento das transferências.

Segundo a decisão, essas omissões dificultam a fiscalização dos recursos e o cumprimento de determinações anteriores já estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal para aumentar a transparência das chamadas emendas Pix.

Dino também argumentou que a fiscalização rigorosa é necessária para prevenir possíveis irregularidades e garantir maior controle sobre os repasses realizados por parlamentares.

As emendas Pix são transferências especiais enviadas diretamente a Estados e municípios, sem necessidade de convênios específicos para a liberação dos recursos, mecanismo que tem sido alvo de debates sobre transparência e prestação de contas.

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