"Vamos empurrar o extremismo para a margem da história", afirma Barroso
Por: Redação
01/09/2025 às 19:49

Foto: José Cruz / Agencia Brasil
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, fez uma contundente defesa da democracia nesta segunda-feira (1º). Participando do lançamento do livro Tributação, Liberdade e Igualdade, realizado na Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, Barroso destacou que a democracia deve acolher opiniões diversas, desde que respeitem as regras do jogo, e advertiu sobre o perigo representado pelo extremismo.
"A única coisa que me preocupa é o extremismo, não as visões diferentes do mundo. Em breve, vamos empurrar o extremismo para a margem da história", afirmou o ministro, enfatizando que uma política plural, com conservadores, liberais e progressistas, é a forma natural da vida democrática.
Barroso também comentou a proximidade do julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado ocorrido em 8 de janeiro de 2023, que terá início nesta semana. Ele reconheceu que tensões são esperadas em momentos como esse. "Nenhum país julga invasão das sedes dos Três Poderes sem enfrentar esse tipo de pressão", ponderou. Ainda assim, classificou como normal a condução dos debates até então, afirmando que "a tensão foi absorvida institucionalmente" e que "a vida democrática fluiu com naturalidade".
O ministro esclareceu que não participará do julgamento, uma vez que, na condição de presidente da Corte, ele não integra a composição da 1ª Turma, responsável por analisar o caso. Após setembro, sua função na presidência passará ao ministro Edson Fachin, e Barroso retornará à 2ª Turma.
Em resposta a questionamentos sobre eventuais pressões externas, garantiu que o Tribunal manterá seu papel com independência e serenidade. "O Judiciário precisa julgar conforme a Constituição e a lei, sem interferências, venham de onde vierem."
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