Venezuela: Maria Corina Machado denuncia ameaças de execução extrajudicial
Líder da oposição afirma que intimidações partem de órgãos repressivos do regime e pede intervenção urgente de organismos internacionais de direitos humanos
Por: Redação
24/12/2025 às 18:26

Foto: Reprodução
A líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado denunciou, nesta quarta-feira (24), a existência de ameaças diretas e sistemáticas de execução extrajudicial contra presos políticos detidos no complexo penitenciário de El Rodeo, no Estado de Miranda, próximo a Caracas. Segundo a dirigente, as intimidações seriam promovidas por agentes ligados aos órgãos repressivos do governo de Nicolás Maduro.
Em publicação nas redes sociais, Maria Corina afirmou que as ameaças configuram crimes de lesa-humanidade e representam grave violação ao direito internacional humanitário. Para ela, os detentos estariam sendo tratados como “reféns do Estado”, em um contexto de escalada repressiva contra a oposição política.
A denúncia ocorre em meio ao aumento das tensões internas e externas envolvendo a Venezuela. Relatórios recentes de organizações independentes indicam que presos políticos vêm sendo submetidos a intimidações psicológicas, ameaças de morte e, em alguns casos, advertências de que poderiam ser usados como “escudos humanos” diante de um eventual confronto internacional.
Diante do cenário, Maria Corina Machado pediu intervenção imediata de organismos internacionais de direitos humanos, com a adoção de mecanismos de proteção, monitoramento permanente e acesso de observadores independentes às unidades prisionais. A opositora também apelou a governos democráticos para que adotem medidas diplomáticas urgentes capazes de inibir novas violações.
Além da denúncia, Maria Corina anunciou que pretende retornar à Venezuela nos próximos meses para iniciar o que chamou de fase final da mobilização democrática no país. A dirigente esteve fora do território venezuelano para cumprir compromissos internacionais, entre eles a participação em eventos na Noruega, onde recebeu reconhecimento por sua atuação política.
A líder oposicionista destacou que sua presença no exterior foi estratégica e temporária, e afirmou que o apoio internacional reforça a visibilidade da crise venezuelana. Segundo ela, apesar do ambiente de repressão, a oposição segue mobilizada em defesa de uma transição política pacífica, com respeito ao Estado de Direito e às liberdades civis.
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