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“Você é a escória da nossa nação”, diz Eduardo Bolsonaro ao ex-comandante da FAB
“Você é a escória da nossa nação”, diz Eduardo Bolsonaro ao ex-comandante da FAB
Deputado reage a críticas de Carlos de Almeida Baptista Júnior após Flávio Bolsonaro questionar depoimentos de militares em processo sobre suposta tentativa de golpe
Por: Redação
01/09/2026 às 09:58

Foto: Reprodução
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) reagiu às declarações do ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, após o militar criticar uma fala de Flávio Bolsonaro durante sabatina no Jornal Nacional. A troca de declarações ocorreu nas redes sociais e envolve também os depoimentos de antigos comandantes das Forças Armadas no processo que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Em uma publicação no X, Eduardo afirmou que Baptista Júnior trata como tentativa de golpe manifestações de “senhorinhas e pais de famílias protestando contra o regime de exceção”. Na mesma mensagem, fez críticas pessoais ao ex-comandante.
“Você é a escória da nossa nação, será sempre visto como um sujeito menor, um coadjuvante disposto a todo tipo de ardil para salvar a própria pele”, escreveu Eduardo.
Ex-comandante havia criticado declaração de Flávio
A manifestação de Eduardo ocorreu depois de Baptista Júnior responder a uma declaração feita por Flávio durante a sabatina. O candidato havia sido questionado sobre os depoimentos dos militares no processo e afirmou que não considerava grave o relato do ex-comandante da FAB por entender que ele estaria politicamente alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Não é grave porque está partindo de uma pessoa como esse comandante da Aeronáutica, que hoje está pedindo voto para Lula. Uma pessoa completamente parcial para falar sobre o presidente Bolsonaro”, declarou Flávio.
Baptista Júnior classificou a afirmação como “uma leviandade” e afirmou que a referência à sua suposta preferência eleitoral teria sido utilizada para deslocar a discussão sobre os depoimentos relacionados à investigação. Para o militar, esse comportamento poderia ser compreensível “na figura de filho”, mas não para alguém que pretende ocupar a Presidência da República.
Baptista Júnior rebate críticas e cita livro
Na resposta, o ex-comandante também mencionou seu livro Eu disse não! Uma trincheira antigolpista, previsto para ser lançado em setembro de 2026. Baptista Júnior afirmou que seria prudente aguardar a publicação da obra antes de novas críticas a seu respeito.
O militar também fez referência ao senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio. Baptista Júnior recomendou que o parlamentar não adotasse um tom considerado agressivo para orientar os apoiadores da candidatura.
A publicação citou ainda o movimento dos Caras-Pintadas, associado aos protestos que antecederam o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992.
Depoimentos de militares estão no centro do processo
Baptista Júnior comandava a FAB durante o governo de Jair Bolsonaro. Naquele período, o general Marco Antônio Freire Gomes estava à frente do Exército e o almirante Almir Garnier Santos comandava a Marinha.
Os três foram ouvidos no processo relacionado à acusação da Procuradoria-Geral da República de que integrantes das Forças Armadas teriam sido consultados sobre uma possível ruptura institucional, associada à chamada “minuta do golpe”.
Os depoimentos dos ex-comandantes militares fazem parte dos elementos considerados no processo. A participação e a posição de cada um diante das propostas apresentadas são pontos discutidos no julgamento.
A troca de declarações entre Baptista Júnior e integrantes da família Bolsonaro ocorre em meio à disputa eleitoral de 2026 e à discussão sobre a atuação dos militares durante o governo anterior.
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