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Vorcaro apontou ministros de Lula favoráveis à venda do Master, diz PF

Vorcaro apontou ministros de Lula favoráveis à venda do Master, diz PF

Relatório da Operação Compliance Zero cita diálogo do empresário e relaciona Jaques Wagner, Rui Costa e Alexandre Silveira às articulações envolvendo a negociação da instituição financeira

Por: Redação

31/07/2026 às 08:18

Imagem de Vorcaro apontou ministros de Lula favoráveis à venda do Master, diz PF

Foto: Reprodução

Um relatório da Polícia Federal encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, afirmou que integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apoiavam a venda da instituição financeira para o Banco de Brasília (BRB). A informação consta em mensagens analisadas pela PF no âmbito da Operação Compliance Zero.

Segundo a investigação, em uma conversa de 19 de agosto de 2025 com um jornalista, Vorcaro foi questionado sobre quais integrantes do governo seriam favoráveis à operação. Em resposta, ele citou o então ministro da Casa Civil, Rui Costa, o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Para a Polícia Federal, a mensagem reforça a hipótese de que Daniel Vorcaro considerava Jaques Wagner um aliado político em uma operação sujeita à regulação do Banco Central. No relatório, os investigadores afirmam que a atuação atribuída ao senador extrapolaria o acompanhamento legislativo e alcançaria articulações políticas relacionadas ao negócio.

A PF também sustenta que a coincidência entre o suposto apoio de Jaques Wagner à negociação e cobranças feitas por seu enteado, Eduardo Sodré Martins, ao empresário Augusto Ferreira Lima por pagamentos pendentes à BN Financeira reforça a suspeita de um vínculo entre os repasses investigados e a atuação política do senador.

Jaques Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em junho para apurar suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento ao Banco Master. De acordo com a investigação, o senador teria recebido benefícios como utilização de aeronaves ligadas ao grupo de Daniel Vorcaro, ingressos para eventos e negociações envolvendo um apartamento em Salvador avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões.

A defesa de Jaques Wagner nega qualquer irregularidade. Segundo o senador, a negociação do imóvel teve caráter particular e temporário, com a intenção de recomprá-lo posteriormente para sua filha, sem qualquer relação com interesses do Banco Master ou com a atuação parlamentar.

 
 
 
 
 

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