Preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde março, o banqueiro Daniel Vorcaro intensificou as negociações para firmar um acordo de delação premiada e pretende apresentar sua proposta ainda nos próximos dias.
A estratégia é entregar o material à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no início de maio. Após essa etapa, o acordo deverá ser encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável pela eventual homologação.
Vorcaro tem realizado reuniões diárias com sua equipe de defesa dentro da PF, em encontros que se estendem ao longo do dia. As tratativas seguiram mesmo após problemas de saúde recentes, sendo interrompidas apenas por questões operacionais na unidade e durante o feriado.
A negociação é conduzida pelo advogado José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, com apoio de outros profissionais da defesa. Segundo informações, a delação deve incluir nomes de políticos, empresários e agentes do mercado financeiro que teriam participado do esquema investigado.
Além disso, há previsão de devolução de valores considerados relevantes no âmbito das apurações, como parte das tratativas para obtenção de benefícios judiciais.
O caso envolvendo o Banco Master se tornou um dos principais focos de investigação recente no sistema financeiro, com desdobramentos que alcançam instituições públicas, operadores do mercado e agentes políticos.
A possível delação de Vorcaro é vista como um movimento que pode ampliar significativamente o alcance das investigações, ao trazer novos elementos sobre a estrutura e o funcionamento do esquema sob apuração.