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Zema critica possível ida de Bolsonaro à Papuda e diz que ação seria “plano midiático da esquerda”

Zema critica possível ida de Bolsonaro à Papuda e diz que ação seria “plano midiático da esquerda”

Pré-candidato à Presidência defende indulto, aponta exagero nas acusações e afirma que governo e STF atuam de forma alinhada contra o ex-presidente

Por: Redação

13/11/2025 às 11:52

Imagem de Zema critica possível ida de Bolsonaro à Papuda e diz que ação seria “plano midiático da esquerda”

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou que, se eleito, concederá indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos presos pelos atos de 8 de janeiro. A declaração foi dada nesta quarta-feira (12) em entrevista ao Metrópoles.

Zema reforçou que rejeita a narrativa criada por setores da esquerda de que houve tentativa de golpe.

Segundo ele, o episódio foi um ato de vandalismo, condenável, mas distante da gravidade atribuída pelo governo Lula e pelo STF.

“Precisamos passar uma borracha nesse episódio. Não foi golpe. Foi vandalismo. Golpe sem arma, sem forças de segurança e sem liderança? Isso não existe", afirma Romeu Zema

 

“Botar Bolsonaro na Papuda é plano midiático da esquerda”

Ao ser questionado sobre uma eventual transferência de Bolsonaro da prisão domiciliar para o presídio da Papuda, Zema foi direto: considera a possibilidade um movimento político articulado para desgastar a direita.

“Vejo isso mais como plano midiático da esquerda do que como necessidade jurídica. Bolsonaro não oferece perigo e cumpre o que foi determinado.”

Zema também criticou a postura do Supremo:

“Parece um STF muito tendencioso a fazer aquilo que convém ao governo federal.”

Segundo o governador, manter Bolsonaro em prisão domiciliar seria o mais lógico, considerando sua saúde e a ausência de qualquer risco às investigações.

 

Indulto incluiria Bolsonaro e todos os detidos

Zema reafirmou que concederia anistia ampla aos envolvidos no 8 de janeiro, incluindo Bolsonaro:

“É necessário dar esse indulto, principalmente ao ex-presidente, que ainda enfrenta consequências da facada de 2018.”

O posicionamento o coloca como um dos principais nomes da direita moderada que buscam reorganizar o campo eleitoral para 2026 — e se diferenciar de um governo Lula cada vez mais alinhado ao STF e às estruturas que conduzem os processos contra Bolsonaro.

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