Início
/
Notícias
/
Economia
/
Ataque dos EUA ao Irã derruba hash rate do Bitcoin: mineração secreta com energia nuclear entra no radar
Ataque dos EUA ao Irã derruba hash rate do Bitcoin: mineração secreta com energia nuclear entra no radar
Operação militar contra instalações nucleares iranianas coincide com queda abrupta de 30% no poder computacional da rede Bitcoin, levantando suspeitas sobre uso de criptomoedas para driblar sanções.
Por: Redação
23/06/2025 às 16:35

Foto: Freepink
A ofensiva lançada pelos Estados Unidos contra o Irã na madrugada de domingo (22) pode ter causado efeitos que extrapolam o campo militar. Segundo dados da rede Bitcoin, houve uma queda repentina de aproximadamente 30% no hash rate global — um índice que mede o poder computacional destinado à mineração da criptomoeda —, justamente no período em que mísseis e bombas atingiram três instalações nucleares iranianas.
O impacto não passou despercebido por analistas e investidores do setor cripto. "O hash rate global despencou mais ou menos na mesma hora em que locais nucleares foram bombardeados pelos EUA", destacou um usuário da rede X. A suspeita é de que o Irã, duramente sancionado por potências ocidentais, utilizasse parte de sua infraestrutura energética — inclusive nuclear — para alimentar fazendas de mineração de Bitcoin como forma de gerar receita fora do sistema financeiro tradicional.
Mineração como estratégia de sobrevivência
A prática não seria inédita. Um estudo da empresa de análise blockchain Elliptic, publicado em 2021, já estimava que o Irã era responsável por 4,5% da mineração mundial de Bitcoin, mesmo com severas restrições econômicas. O país teria encontrado na mineração uma forma de converter energia em ativos líquidos e transacionáveis, à margem do sistema bancário internacional — uma rota eficiente para contornar embargos comerciais e financeiros impostos pelos EUA e União Europeia.
Embora os dados sobre a atividade sejam escassos por natureza, o súbito aumento no tempo médio de mineração de blocos (de 10 para 10,8 minutos, segundo o site Mempool.space) reforça a tese de que parte significativa da rede foi desligada ou danificada no ataque.
Guerra híbrida e criptoeconomia
O episódio escancara um novo aspecto dos conflitos geopolíticos contemporâneos: a guerra híbrida atinge até as infraestruturas digitais e financeiras. Além de causar prejuízos físicos, os bombardeios podem ter desativado um sistema de financiamento não declarado, que fazia do Bitcoin uma espécie de “linha de crédito energética” para Teerã.
O uso de equipamentos ASIC de alta potência, alimentados por usinas nucleares ou subsidiados pelo Estado, colocaria o Irã no centro de uma nova fronteira de soberania econômica digital. O ataque, portanto, pode ter sido tão estratégico quanto simbólico.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil




