Brasil lidera ranking mundial de juros reais, com taxa de 9,49% ao ano
Por: Redação
05/11/2026 às 11:00

Foto: Divulgação: Agência Brasil
O Brasil ocupa a primeira posição no ranking mundial de juros reais, com uma taxa de 9,49% ao ano, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (4) pelas consultorias MoneYou e Lev Intelligence. O país aparece à frente de economias como Turquia, Argentina e Rússia, em uma comparação que reúne 40 países.
O resultado foi divulgado no mesmo dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano. Com a decisão, o Brasil permanece entre os países com as maiores taxas de juros do mundo, mesmo após uma sequência de reduções ao longo de 2026.
De acordo com o levantamento, a taxa brasileira passou de 8,45% em setembro para 9,49% em novembro. O percentual supera em 1,72 ponto percentual o registrado pela Turquia, que ocupa a segunda colocação, com 7,77%.
A Argentina aparece em terceiro lugar, com juros reais de 6,80%, seguida pela Rússia, com 6,57%, e pela Colômbia, com 4,05%. A média entre as 40 economias analisadas é de 1,28% ao ano, significativamente abaixo do índice brasileiro.
Entre as maiores economias mundiais, os Estados Unidos ocupam a 22ª posição, com taxa real de 0,46% ao ano. A China aparece em 29º lugar, com 0,21%. Já o Canadá registra taxa de 0%, enquanto a Suécia apresenta o menor resultado do levantamento, com juros reais negativos de 4,87%.
Como são calculados os juros reais?
Os juros reais representam a taxa de juros descontada a inflação esperada para determinado período. O indicador permite avaliar o rendimento efetivo de aplicações financeiras e o custo do dinheiro considerando a perda do poder de compra provocada pela inflação.
Impactos na economia
A permanência dos juros em patamar elevado tem efeitos sobre diferentes setores da economia. Para consumidores, significa crédito mais caro, com impactos em empréstimos, financiamentos imobiliários e aquisição de veículos.
Para as empresas, o cenário pode dificultar o acesso a financiamentos e desestimular investimentos e projetos de expansão, uma vez que o custo de captação de recursos aumenta.
Por outro lado, juros elevados fazem parte da estratégia do Banco Central para conter a inflação, ao reduzir o consumo e a demanda por crédito.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil




