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Caso Master gera rombo bilionário e consome quase metade do lucro de “bancões” em 2025
Caso Master gera rombo bilionário e consome quase metade do lucro de “bancões” em 2025
Liquidações em série elevam rombo estimado a R$ 51,8 bilhões, equivalente a 48% do lucro combinado dos quatro maiores bancos do país
Por: Redação
18/02/2026 às 15:51

Foto: Assessoria/FGC
O conjunto de liquidações envolvendo instituições ligadas ao conglomerado do Banco Master já provoca um impacto estimado em R$ 51,8 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O valor corresponde a 48,05% do lucro líquido somado dos quatro maiores bancos brasileiros em 2025, que juntos registraram R$ 107,8 bilhões.
A crise começou com a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, em 18 de novembro de 2025, após suspeitas de irregularidades envolvendo títulos. Desde então, outras instituições vinculadas ao grupo também foram atingidas.
De acordo com nota do Fundo Garantidor de Créditos, o Banco Pleno — antigo Voiter — possui cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis à garantia, somando R$ 4,9 bilhões.
O Pleno e a Pleno DTVM já integraram o conglomerado do Banco Master, investigado por supostas fraudes financeiras. O Banco Pleno pertence ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master.
Somando:
R$ 40,6 bilhões do Banco Master;
R$ 6,3 bilhões do Will Bank;
R$ 4,9 bilhões do Banco Pleno;
o impacto estimado nas garantias do FGC chega a R$ 51,8 bilhões — sem considerar eventuais empréstimos emergenciais concedidos pelo próprio fundo às instituições.
Em 2025, os quatro grandes bancos listados na B3 fecharam o ano com lucro líquido combinado de R$ 107,8 bilhões. O rombo estimado no FGC representa praticamente metade desse resultado.
A comparação evidencia a dimensão do impacto sistêmico do caso Master, ainda que o fundo opere justamente para evitar contaminação generalizada no sistema financeiro.
Criado em 1995, o FGC é uma instituição privada e sem fins lucrativos que funciona como uma espécie de seguro para determinados depósitos e investimentos em instituições financeiras.
O fundo é mantido por contribuições periódicas feitas por bancos associados, incluindo Caixa Econômica Federal, bancos comerciais, de investimento e de desenvolvimento. Esses recursos formam uma reserva destinada a ressarcir clientes e investidores em caso de falência ou liquidação.
Quando ocorre a liquidação extrajudicial, o Banco Central nomeia um liquidante, responsável por inventariar ativos e passivos da instituição. É ele quem envia ao FGC a lista com nomes e valores a serem pagos aos credores.
Linha do tempo das liquidações
18 de novembro de 2025 – Liquidação do Banco Master.
15 de janeiro de 2026 – Liquidação da Reag (sem impacto no FGC por se tratar de gestora).
21 de janeiro de 2026 – Liquidação do Will Bank, por questões de solidez.
Fevereiro de 2026 – Liquidação do Banco Pleno.
Clientes do Banco Master já começaram a receber valores garantidos pelo FGC. No caso do Will Bank, houve adiantamento parcial. Já os credores do Pleno aguardam a consolidação das informações enviadas pelo liquidante para que os pagamentos sejam liberados.
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