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Inflação sobe 0,33% em janeiro e gasolina volta a pressionar custo de vida

Inflação sobe 0,33% em janeiro e gasolina volta a pressionar custo de vida

IPCA acumula 4,44% em 12 meses, acima da meta, e reforça alerta sobre política econômica e impacto dos combustíveis no orçamento das famílias

Por: Redação

10/02/2026 às 09:56

Imagem de Inflação sobe 0,33% em janeiro e gasolina volta a pressionar custo de vida

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A inflação oficial do país, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 0,33% em janeiro, repetindo o mesmo patamar observado em dezembro. Com o resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou a acumular 4,44% em 12 meses, acima dos 4,26% registrados no período imediatamente anterior e distante do centro da meta perseguida pelo Banco Central do Brasil

O principal fator de pressão inflacionária no mês foi o grupo transportes, que apresentou variação de 0,60% e respondeu pelo maior impacto individual no índice (0,12 ponto porcentual). Dentro do grupo, os combustíveis subiram 2,14%, com destaque para a gasolina, que avançou 2,06% e sozinha respondeu por 0,10 ponto porcentual do IPCA de janeiro.

Além da gasolina, outros combustíveis também registraram aumento no período: o etanol subiu 3,44%, o óleo diesel, 0,52%, e o gás veicular, 0,20%, ampliando o efeito em cadeia sobre transporte, logística e preços finais ao consumidor.

O segundo maior impacto veio do grupo saúde e cuidados pessoais, que avançou 0,70%, impulsionado principalmente por itens de higiene pessoal (1,20%) e planos de saúde (0,49%). Já o grupo comunicação registrou a maior variação percentual do mês (0,82%), com altas expressivas em aparelhos telefônicos (2,61%) e reajustes em serviços de TV por assinatura e pacotes combinados.

Na contramão, o grupo habitação apresentou queda de 0,11%, puxada pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial, reflexo da mudança da bandeira tarifária amarela para a verde em janeiro, eliminando cobranças adicionais na conta de luz. O grupo vestuário também teve deflação, com recuo de 0,25%.

O grupo alimentação e bebidas desacelerou de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro. A alimentação no domicílio subiu 0,10%, influenciada por quedas relevantes no leite longa vida (-5,59%) e no ovo de galinha (-4,48%), mas com altas pontuais como o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), especialmente contrafilé e alcatra.

A alimentação fora do domicílio manteve pressão moderada, com alta de 0,55%, refletindo reajustes em refeições e serviços, ainda sensíveis à elevação dos custos operacionais.

Analistas avaliam que o resultado de janeiro reforça a percepção de inflação resiliente, fortemente dependente de fatores estruturais como combustíveis, serviços e custos regulados. O avanço do IPCA em 12 meses mantém o Banco Central sob pressão para sustentar juros elevados, em um ambiente marcado por incertezas fiscais e ausência de sinais claros de controle dos gastos públicos.

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