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Governo suspende R$ 6 milhões para ONG após inconsistências em registros de castrações
Governo suspende R$ 6 milhões para ONG após inconsistências em registros de castrações
Entidade já recebeu R$ 5 milhões de parceria de R$ 11 milhões financiada por emenda parlamentar; Ministério do Meio Ambiente pediu documentos para esclarecer atendimentos
Por: Redação
27/08/2026 às 11:01

Foto: Divulgação
O governo federal suspendeu a liberação de R$ 6 milhões destinados à Associação Catarinense de Gestão Hospitalar, Conhecimento e Assistência Social (CHC) após serem identificadas inconsistências em registros de castrações e microchipagem de animais realizadas em São Paulo.
A entidade já havia recebido R$ 5 milhões de um total de R$ 11 milhões previstos em uma parceria financiada por emenda parlamentar do deputado federal Bruno Lima (Podemos-SP).
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) determinou a interrupção dos pagamentos até que os questionamentos sejam esclarecidos. A pasta também solicitou documentos para conferir os atendimentos realizados pelo programa Castra+.
As dúvidas surgiram durante a análise das fichas preenchidas nas ações. De acordo com as informações reunidas pelo governo, 500 registros foram examinados e apenas 61 continham o nome do responsável pelo animal. Em alguns documentos, apareceram nomes considerados incompatíveis com a identificação de possíveis tutores, como “Samsung A14”.
Diante das inconsistências, o ministério solicitou informações referentes a mais de 1,2 mil registros considerados questionáveis, incluindo identificação dos animais, fichas individuais, prontuários, comprovantes dos procedimentos, dados dos responsáveis técnicos e registros fotográficos.
Entidade contesta suspeitas
A CHC informou ao ministério que parte dos problemas ocorreu porque os registros foram preenchidos em lote pela clínica contratada para realizar os procedimentos. Após os questionamentos, a associação suspendeu preventivamente os pagamentos e encerrou o contrato com a empresa responsável pelas castrações.
A entidade nega que tenham sido realizados procedimentos fictícios e afirma que todos os atendimentos previstos foram efetivamente concluídos. A associação também declarou que não é alvo de investigação, mas está passando por auditoria.
O deputado Bruno Lima também contestou a existência de castrações que não teriam sido realizadas. Segundo ele, uma auditoria externa foi solicitada e não identificou animais que deixaram de ser atendidos. O parlamentar afirmou ainda que documentos, incluindo uma planilha com assinaturas dos tutores, foram encaminhados ao Ministério do Meio Ambiente.
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