A Argentina registrou superávit comercial de US$ 2,115 bilhões em julho, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC). O resultado foi mais que o dobro dos US$ 907 milhões registrados no mesmo mês de 2025 e manteve o país com saldo positivo na balança comercial pelo 32º mês consecutivo.
A sequência de resultados positivos começou em 2023, no período em que Javier Milei assumiu a Presidência da Argentina.
Segundo os dados oficiais, as exportações somaram US$ 8,8 bilhões em julho, alta de 14,1% na comparação anual. Já as importações totalizaram US$ 6,7 bilhões, uma redução de 1,7% em relação a julho do ano anterior.
Petróleo impulsiona exportações
O setor de combustíveis e energia foi um dos principais responsáveis pelo avanço das vendas externas. As exportações do segmento cresceram 97,8% em um ano, alcançando US$ 1,5 bilhão.
O petróleo bruto respondeu sozinho por aproximadamente US$ 1,02 bilhão das exportações argentinas em julho, tornando-se o segundo produto mais vendido pelo país no exterior no período, atrás apenas do milho. O INDEC também apontou crescimento das exportações dos setores de mineração e agroindústria.
Superávit passa de US$ 16 bilhões no ano
No acumulado de janeiro a julho de 2026, a Argentina registrou superávit comercial de US$ 16,08 bilhões. O valor é mais de quatro vezes superior aos US$ 3,669 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Nesse intervalo, as exportações cresceram 22,9%, chegando a US$ 58,3 bilhões. As importações, por outro lado, recuaram 3,5%, para US$ 42,2 bilhões.
De acordo com o INDEC, outro fator que contribuiu para o resultado foi a diferença entre os preços dos produtos argentinos vendidos ao exterior e os preços dos bens adquiridos de outros países. Em julho, os produtos exportados tiveram valorização superior à dos importados, ajudando a ampliar o saldo comercial.