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Terremoto coloca governo Espriella diante da primeira grande crise na Colômbia

Terremoto coloca governo Espriella diante da primeira grande crise na Colômbia

Tragédia com mais de 130 mortos força mudança de prioridades e aumenta pressão sobre as contas públicas logo nos primeiros dias da nova gestão.

Por: Redação

11/08/2026 às 08:34

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Foto: Gabriel Aponte/Getty Images

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, enfrenta seu primeiro grande desafio à frente do país após um terremoto de magnitude 7,4 atingir o território colombiano apenas três dias depois de sua posse. O desastre, registrado nesta segunda-feira (10), deixou ao menos 132 mortos, 570 feridos e provocou destruição em diversas regiões.

O tremor teve epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó, e foi sentido em cidades como Bogotá, Medellín, Cali, Pereira e Manizales. Segundo o Serviço Geológico Colombiano, trata-se do terremoto mais intenso registrado no país na última década.

Os primeiros levantamentos apontam que 61 edifícios e 37 residências foram completamente destruídos. Além disso, 18 hospitais, 52 unidades de ensino, sete aeroportos e cerca de 1,5 mil moradias sofreram danos parciais, ampliando os desafios para a recuperação da infraestrutura.

Diante da emergência, Espriella convocou um comitê nacional de crise e determinou a mobilização das equipes de resgate, avaliação estrutural e atendimento às vítimas. Em pronunciamento, o presidente pediu união da população para enfrentar a tragédia.

A crise ocorre justamente quando o novo governo pretendia priorizar o ajuste fiscal e a redução dos gastos públicos. Durante a campanha e na posse, Espriella defendeu medidas para controlar o déficit das contas públicas, que alcançou 6,4% do PIB em 2025 e tem previsão de subir para 7,8% neste ano. Agora, a necessidade de financiar operações de resgate, assistência humanitária e reconstrução deve pressionar ainda mais o orçamento colombiano.

O desastre também atingiu uma região marcada por dificuldades estruturais e pela atuação de grupos armados, como o Exército de Libertação Nacional (ELN) e o Clã do Golfo. A presença dessas organizações pode dificultar o acesso das equipes de emergência às comunidades mais afetadas.

Especialistas avaliam que a prioridade imediata do governo será localizar sobreviventes, ampliar o atendimento médico e restabelecer serviços essenciais, como hospitais, escolas e rodovias. Paralelamente, a administração terá de elaborar um plano de reconstrução em um cenário de forte restrição fiscal.

A tragédia mobilizou manifestações de solidariedade de diversos países. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, além de outras lideranças latino-americanas, prestaram apoio ao povo colombiano. Os Estados Unidos também anunciaram um pacote de US$ 15,5 milhões para ações emergenciais, incluindo abrigo, alimentação e assistência humanitária.

O terremoto representa o primeiro grande teste da gestão de Abelardo de la Espriella, que agora terá de conciliar a resposta à maior tragédia natural recente do país com as promessas de reorganização fiscal e fortalecimento da presença do Estado nas regiões mais vulneráveis.

 
 

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