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Ditadura iraniana massacra mais de 16 mil manifestantes em repressão sem precedentes
Ditadura iraniana massacra mais de 16 mil manifestantes em repressão sem precedentes
Relatório médico aponta brutalidade inédita do regime islâmico, com maioria das vítimas jovens e centenas de milhares de feridos
Por: Redação
20/01/2026 às 21:38

Foto: Reprodução
Um relatório elaborado por médicos que atuam no Irã aponta que a ditadura islâmica matou entre 16,5 mil e 18 mil manifestantes durante a mais recente onda de protestos no país. O documento classifica a repressão como um “massacre total” e chega a utilizar o termo genocídio para descrever a escala da violência empregada pelo regime dos aiatolás.
Segundo o levantamento, a maior parte das vítimas tinha menos de 30 anos, o que reforça o impacto da repressão sobre uma geração inteira de jovens que foi às ruas contra o aumento do custo de vida e, posteriormente, passou a exigir a queda do próprio regime. Estima-se ainda que cerca de 330 mil pessoas tenham ficado feridas, muitas delas com lesões graves.
O relatório foi divulgado pelo jornal britânico The Sunday Times e repercutido pela Revista Oeste. De acordo com o oftalmologista Amir Parasta, médico iraniano-alemão que teve acesso direto aos relatos, a repressão atual supera tudo o que se viu nos 47 anos de ditadura islâmica no país. “É um nível de brutalidade totalmente novo”, afirmou.
Parasta relata que, diferentemente de protestos anteriores, quando as forças de segurança utilizavam balas de borracha e armas menos letais, desta vez o regime empregou armamento militar pesado. As vítimas apresentam ferimentos por bala e estilhaços principalmente na cabeça, no pescoço e no tórax — sinais claros de uma ação deliberada para matar, e não apenas dispersar manifestações.
O Irã é governado desde 1979 por um regime teocrático instaurado após a queda da monarquia laica do xá Mohammad Reza Pahlavi. Desde então, o poder está concentrado nas mãos do clero xiita. Atualmente, o país é comandado pelo aiatolá Ali Khamenei, que ocupa o cargo de líder supremo desde 1989.
Sob esse modelo, direitos individuais são severamente restringidos. Mulheres não têm igualdade jurídica, minorias religiosas sofrem discriminação institucionalizada e homossexuais podem ser condenados à pena de morte. Para críticos do regime, o massacre expõe mais uma vez a contradição de governos e organismos internacionais que relativizam violações de direitos humanos quando cometidas por ditaduras alinhadas a agendas ideológicas específicas.
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