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Justiça dos EUA intimida autoridades democratas de Minnesota por boicote à lei federal de imigração
Justiça dos EUA intimida autoridades democratas de Minnesota por boicote à lei federal de imigração
Governo Trump reage a políticas locais que teriam dificultado ações do ICE; governador Tim Walz acusa “autoritarismo” ao ser cobrado por documentos
Por: Redação
21/01/2026 às 10:13

Foto: Getty Images
Autoridades democratas do Estado de Minnesota foram intimadas pela Justiça dos Estados Unidos para explicar ações e políticas locais que teriam dificultado a aplicação das leis federais de imigração. Entre os notificados estão o governador Tim Walz, o procurador-geral Keith Ellison, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e autoridades de condados estratégicos do Estado.
A iniciativa do Departamento de Justiça dos Estados Unidos ocorre em meio a uma investigação que ganhou tração após a morte de Renee Good, em 7 de janeiro, atribuída a um agente federal durante uma operação. Promotores buscam documentos e diretrizes que possam comprovar obstrução deliberada à atuação federal durante manifestações e ações de fiscalização migratória.
Segundo informações da Associated Press, as intimações visam esclarecer políticas municipais e estaduais adotadas por Minnesota que, na prática, teriam funcionado como “veto local” à execução da lei federal — tese reforçada por advogados do DOJ ao afirmar que o Estado estaria tentando subordinar a lei nacional a decisões políticas regionais.
A reação do governo estadual foi de confronto. Walz classificou a apuração como “autoritarismo” e acusou a União de “armar o sistema de Justiça” contra opositores. O discurso, porém, contrasta com a posição do governo federal, que sustenta agir dentro da legalidade para fazer cumprir normas migratórias aprovadas pelo Congresso e executadas pelo Executivo.
O Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) informou que cerca de 3 mil agentes foram mobilizados para Minneapolis na maior operação do tipo já realizada no Estado, com foco em prisões por permanência ilegal e apuração de fraudes. O Departamento de Segurança Interna dos EUA afirmou que as ações seguem rigorosamente a legislação federal.
Prefeitos e o procurador-geral estadual reagiram pedindo a retirada dos agentes e alegando violações de direitos — argumento visto por críticos como tentativa de blindar agendas ideológicas locais contra a aplicação da lei nacional. Para o governo Trump, a ofensiva judicial busca restabelecer a autoridade federal, conter santuários de fato e assegurar uniformidade na execução das leis.
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