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Eduardo Bolsonaro critica ida de Alckmin ao Irã

Eduardo Bolsonaro critica ida de Alckmin ao Irã

Ex-deputado aponta contradição da diplomacia brasileira ao lembrar presença do vice-presidente na posse do presidente iraniano e afirma que declarações do líder americano sinalizam “ventos de liberdade”

Por: Redação

14/01/2026 às 14:14

Imagem de Eduardo Bolsonaro critica ida de Alckmin ao Irã

Foto: Divulgação

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou nesta terça-feira (13) a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na posse do presidente do Irã, Masoud Pazeshkian, em 2024. A manifestação ocorreu nas redes sociais e veio acompanhada de elogios às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante do avanço dos protestos contra o regime iraniano.

Na publicação, Eduardo Bolsonaro destacou a fala de Trump, que anunciou o cancelamento de contatos com autoridades do Irã e incentivou manifestantes a “tomarem as instituições” do país, em mensagem divulgada na rede Truth Social. O ex-deputado comparou a postura do presidente americano com a atuação do governo brasileiro na política externa.

“Trump fala para iranianos tomarem instituições. Já há quem diga que mais de 6.000 manifestantes foram assassinados. Este é o país em que o vice-presidente Alckmin esteve para a posse do presidente”, escreveu.

Segundo Eduardo, ele estava em Mar-a-Lago, nos Estados Unidos, participando de um evento religioso quando tomou conhecimento da publicação de Trump. Para o ex-parlamentar, o apoio explícito do presidente americano aos protestos representa um momento histórico.

“O regime iraniano está aí desde 1979, assassinando mulheres, opositores e reprimindo a liberdade de expressão. Agora, vemos a possibilidade real de mudança”, afirmou. Eduardo Bolsonaro acrescentou que as declarações de Trump indicariam uma retomada de “ventos de liberdade” no cenário internacional, que, segundo ele, também alcançariam o Brasil.

O posicionamento de Trump ocorreu um dia após o governo iraniano afirmar que mantinha canais de diálogo abertos com os Estados Unidos. A postura mais dura marcou uma inflexão em relação ao discurso adotado no domingo (11), quando o presidente americano havia mencionado a possibilidade de encontros diplomáticos entre representantes dos dois países.

Geraldo Alckmin participou da posse de Masoud Pazeshkian em julho de 2024 como representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A cerimônia contou com autoridades de diversos países. Imagens da transmissão oficial mostraram o vice-presidente brasileiro sentado a poucos lugares de distância de Ismail Haniyeh, sem registro de interação direta entre eles.

Os protestos no Irã tiveram início em 28 de dezembro de 2025, impulsionados pela deterioração da situação econômica, marcada por forte desvalorização da moeda, inflação de 42,2% em dezembro de 2025 e alta expressiva no custo de vida. Inicialmente lideradas por comerciantes e trabalhadores, as manifestações passaram a incorporar reivindicações políticas, pedidos por reformas no Judiciário e maior liberdade civil.

O regime do aiatolá Ali Khamenei, no poder desde 1989, respondeu com repressão. Segundo a organização Human Rights Activists News Agency (Hrana), forças de segurança utilizaram armas de fogo e gás lacrimogêneo contra manifestantes. O acesso à internet foi cortado em 9 de janeiro, e o líder supremo passou a classificar os protestos como atos de “sabotagem”.

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