EUA ampliam sanções contra Irã e atingem mais de 60 pessoas e entidades
Medidas do governo Trump miram setores estratégicos da economia iraniana e aumentam a pressão sobre empresas e países que mantêm relações com Teerã
Por: Redação
25/08/2026 às 07:59

Foto: AP Photo/Jacquelyn Martin
Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (24) um novo pacote de sanções contra o Irã, atingindo mais de 60 pessoas e entidades ligadas ao regime de Teerã. As medidas também estabelecem restrições a setores considerados estratégicos para a economia iraniana.
O pacote alcança ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo. De acordo com o Departamento do Tesouro dos EUA, essas áreas são utilizadas pelo governo iraniano para obter recursos e sustentar suas atividades econômicas.
As sanções também atingem redes relacionadas aos programas nuclear e de mísseis, atividades cibernéticas e mecanismos de geração de receitas provenientes do petróleo.
Washington aumenta pressão sobre parceiros do Irã
A nova rodada de medidas amplia ainda a possibilidade de sanções secundárias contra empresas e países que continuarem fazendo negócios com o Irã.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que Washington pretende pressionar parceiros comerciais de Teerã a interromper operações que permitam ao regime iraniano contornar as restrições impostas pelos americanos.
Bessent classificou a iniciativa como um “Dia D econômico” e afirmou que a estratégia busca atingir os canais financeiros utilizados pelo Irã para movimentar recursos e manter sua atividade econômica.
Petróleo e transporte entram no foco
As novas restrições podem afetar especialmente empresas estrangeiras envolvidas na compra e no transporte de petróleo iraniano. Companhias que contribuírem para que Teerã contorne as sanções também podem ser incluídas nas medidas americanas.
A estratégia do governo de Donald Trump busca elevar o custo econômico para o regime iraniano por meio de restrições financeiras, tecnológicas e logísticas, reduzindo suas alternativas para movimentar recursos e mercadorias.
A ofensiva ocorre em um momento de aumento das tensões entre Washington e Teerã, incluindo a disputa em torno do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas utilizadas no transporte mundial de petróleo.
O Irã ameaça reagir contra países que aderirem às medidas americanas e mantém influência sobre a circulação de embarcações na região.
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