Petro acusa EUA e Israel de fraude eleitoral sem apresentar provas
Presidente colombiano contesta vitória da direita, atribui resultado a suposta manipulação por software israelense e amplia tensão política às vésperas da posse do novo governo
Por: Redação
03/08/2026 às 17:20

Foto: Agência Brasil
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou, sem apresentar provas, que Estados Unidos e Israel estariam por trás de uma suposta fraude nas eleições presidenciais que resultaram na vitória do candidato de direita Abelardo de la Espriella. As declarações foram feitas poucos dias antes do fim de seu mandato e da posse do presidente eleito.
Em publicação na rede social X, Petro alegou que um software de origem israelense teria sido utilizado para alterar o resultado da votação em favor de De la Espriella, aliado do presidente norte-americano Donald Trump.
Segundo o presidente colombiano, o sistema teria manipulado até 1,8 milhão de votos por meio de um algoritmo utilizado por empresas privadas responsáveis pelo escrutínio eleitoral no país. Petro também atribuiu a suposta fraude ao financiamento do narcotráfico e ao uso de recursos de inteligência do setor privado israelense. O mandatário não apresentou evidências para sustentar as acusações.
Além das críticas ao processo eleitoral, Petro voltou a atacar o governo de Israel. Em outra publicação, responsabilizou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pela recente crise migratória em Ceuta, território espanhol que recebeu milhares de imigrantes vindos do Marrocos.
Diante das declarações do presidente, o presidente eleito Abelardo de la Espriella reagiu afirmando que setores da esquerda estariam tentando desestabilizar a democracia antes da posse, marcada para 7 de agosto.
"Eles estão se preparando para desestabilizar o país. Eu sou o presidente de todos os colombianos e farei cumprir, com toda a força da Constituição e da lei, o que o povo colombiano decidiu", declarou De la Espriella.
A tensão política também aumentou após o senador Iván Cepeda, candidato derrotado no segundo turno e integrante do partido governista Pacto Histórico, anunciar manifestações em Bogotá, Cali e Barranquilla para o dia da posse do novo presidente. Segundo Cepeda, os atos fazem parte de uma estratégia de "desobediência civil" promovida pela oposição ao governo eleito.
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