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Trump anuncia US$ 5 bilhões para reconstrução de Gaza por meio de novo Conselho da Paz
Trump anuncia US$ 5 bilhões para reconstrução de Gaza por meio de novo Conselho da Paz
Presidente afirma que organismo internacional será o “mais relevante da história” e enviará força de estabilização ao território
Por: Redação
16/02/2026 às 23:49

Foto: Isac Nóbrega/Agência Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (15) que integrantes de um conselho internacional recém-criado prometeram investir US$ 5 bilhões na reconstrução da Faixa de Gaza e enviar milhares de agentes para compor forças de estabilização e policiamento na região.
Os compromissos devem ser formalizados na quinta-feira (19), durante a primeira reunião do chamado Conselho da Paz, em Washington.
Em publicação nas redes sociais, Trump declarou: “O Conselho da Paz provará ser o organismo internacional mais relevante da história, e é uma honra para mim servir como seu presidente.”
O governo norte-americano não informou quais países assumiram os compromissos financeiros nem quais enviarão tropas. Até o momento, apenas a Indonésia se posicionou publicamente, indicando que pode preparar até 8 mil militares para missão humanitária e de paz até o fim de junho.
A reconstrução de Gaza é considerada um desafio de grandes proporções. Estimativas da Organização das Nações Unidas, do Banco Mundial e da União Europeia apontam que os custos totais podem chegar a US$ 70 bilhões, após mais de dois anos de ofensiva israelense que deixou amplas áreas severamente danificadas.
O acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA prevê a presença de uma força internacional armada responsável por manter a segurança e supervisionar o desarmamento do grupo terrorista Hamas — exigência central de Israel.
O pacto, firmado em 10 de outubro, buscou encerrar o conflito prolongado entre Israel e Hamas. Reféns vivos foram libertados, e os corpos das vítimas foram recuperados gradualmente. Apesar da redução dos confrontos intensos, forças israelenses continuam realizando operações aéreas em áreas próximas a zonas sob controle militar, sob a alegação de violações do cessar-fogo.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que se reuniu com Trump na semana passada, não deve participar da reunião inaugural do conselho.
Inicialmente apresentado como mecanismo para encerrar a guerra em Gaza, o Conselho da Paz passou a integrar uma agenda mais ampla da política externa de Trump, com o objetivo declarado de reformular a ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.
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