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Presa política é libertada após 551 dias de cárcere ilegal na Venezuela

Presa política é libertada após 551 dias de cárcere ilegal na Venezuela

Ligada à oposição, María Oropeza foi detida sem mandado pela ditadura chavista e se tornou símbolo da repressão política sob o regime de Nicolás Maduro

Por: Redação

09/02/2026 às 22:50

Imagem de Presa política é libertada após 551 dias de cárcere ilegal na Venezuela

Foto: Divulgação

Após passar 551 dias presa de forma ilegal, a ativista María Oropeza foi libertada neste domingo (8) na Venezuela. A advogada havia sido detida em agosto de 2024 por agentes da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), sem mandado judicial, em um episódio que escancarou o uso do aparato de segurança do Estado para perseguir opositores políticos.

Oropeza estava encarcerada no El Helicoide, em Caracas — complexo conhecido internacionalmente por denúncias de violações de direitos humanos. À época da prisão, ela atuava na campanha presidencial de María Corina Machado, principal líder da oposição venezuelana e vencedora das primárias de 2023. A detenção chegou a ser transmitida ao vivo pelas redes sociais e foi amplamente denunciada por entidades internacionais.

A prisão de María Oropeza integrou uma série de detenções classificadas como politicamente motivadas durante a ditadura de Nicolás Maduro, frequentemente acusada de usar acusações genéricas como “terrorismo”, “traição à pátria” e “incitação ao ódio” para silenciar críticos do regime. Organizações de direitos humanos relataram maus-tratos e isolamento prolongado de presos políticos.

A libertação ocorre em meio a pressões internas e internacionais por reformas e pela soltura de opositores. Segundo o governo venezuelano, outros presos políticos também foram libertados recentemente, após a intensificação do isolamento diplomático do país e sanções impostas ao regime chavista.

Desde a captura de Maduro por autoridades norte-americanas, libertações vêm sendo anunciadas de forma gradual. De acordo com a ONG Foro Penal, 383 presos políticos foram soltos desde 8 de janeiro, mas mais de 680 ainda permanecem encarcerados, o que reforça o caráter seletivo e estratégico das liberações.

Paralelamente, um projeto de anistia política foi anunciado pela atual liderança interina da Venezuela, chefiada por Delcy Rodríguez. O texto prevê a reabilitação de figuras políticas impedidas, a devolução de bens confiscados e o cancelamento de alertas da Interpol, abrangendo casos ocorridos entre 1999 e 2026 — todo o período do chavismo.

 

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