Trump endurece contra Maduro e classifica regime venezuelano como terrorista
Designação ocorre após apreensão de petroleiro e aumento da presença militar dos EUA; mercado reage com alta do petróleo
Por: Redação
17/12/2025 às 07:56

Foto: Isac Nóbrega/Agência Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova ofensiva contra o regime de Nicolás Maduro, ao classificar oficialmente o governo venezuelano como “organização terrorista estrangeira”. A decisão marca uma escalada significativa na pressão internacional sobre Caracas e ocorre uma semana após a Guarda Costeira americana apreender um petroleiro na costa da Venezuela, além do reforço da presença militar norte-americana no Caribe.
Segundo Trump, o regime chavista utiliza o petróleo venezuelano para financiar um sistema ilegítimo de poder, associado a terrorismo ligado ao narcotráfico, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros. Em publicação oficial, o presidente foi direto:
“Pelo roubo de nossos bens e por muitos outros motivos, incluindo terrorismo, contrabando de drogas e tráfico de pessoas, o regime venezuelano foi designado como uma organização terrorista estrangeira.”
A medida consolida a estratégia do governo Trump de isolar economicamente e politicamente Maduro, tratando o chavismo não apenas como um governo autoritário, mas como uma ameaça direta à segurança regional.
Horas antes do anúncio de Trump, Nicolás Maduro voltou a recorrer à retórica antiamericana. Em declaração feita na terça-feira (16), afirmou que os Estados Unidos e a “direita fascista” querem “colonizar a Venezuela” para se apropriar de suas riquezas naturais.
“O imperialismo e a direita fascista querem colonizar a Venezuela para se apoderar de suas riquezas em petróleo, gás e ouro. Juramos defender nossa pátria. Na Venezuela, a paz triunfará”, disse Maduro, segundo a agência Reuters.
Após o anúncio oficial da Casa Branca, o governo venezuelano divulgou nota classificando a decisão como uma “ameaça grotesca” e “absolutamente irracional”, prometendo recorrer à Organização das Nações Unidas (ONU) para denunciar o que chamou de violação do Direito Internacional.
No comunicado, Caracas reafirmou sua soberania sobre recursos naturais e rotas marítimas, mas o tom foi visto por analistas como mais um discurso político do que uma resposta prática, diante do crescente isolamento internacional do regime.
O impacto da decisão não ficou restrito ao campo diplomático. De acordo com a Reuters, os preços do petróleo subiram mais de 1% nesta quarta-feira (17), refletindo o temor de novos entraves à oferta global.
O Brent avançou 1,3%, para US$ 59,71 o barril
O WTI (petróleo dos EUA) subiu 1,4%, para US$ 56,04 o barril
A alta reflete a leitura do mercado de que o endurecimento contra a Venezuela pode afetar fluxos energéticos, especialmente em um cenário já sensível de instabilidade geopolítica.
Para observadores internacionais, a decisão de Trump aprofundou o cerco ao chavismo, reforçando a narrativa de que o regime de Maduro sobrevive à base de repressão interna, alianças com o crime transnacional e exploração predatória do petróleo. A designação como organização terrorista amplia o leque de sanções possíveis e dificulta ainda mais qualquer tentativa de normalização internacional do regime venezuelano.
O movimento também sinaliza que, sob Trump, os Estados Unidos não pretendem tolerar ditaduras alinhadas ao narcotráfico na América Latina, especialmente aquelas que representam risco direto à segurança regional e à estabilidade energética.
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