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8/1: “Maior injustiça do país”, diz esposa de coronel preso

8/1: “Maior injustiça do país”, diz esposa de coronel preso

Cinco oficiais da PMDF começaram a cumprir pena de 16 anos por omissão nos atos; militares foram levados para a mesma unidade onde estão Bolsonaro e Anderson Torres

Por: Redação

12/03/2026 às 08:02

Imagem de 8/1: “Maior injustiça do país”, diz esposa de coronel preso

Foto: Reprodução/Redes sociais

A criadora de conteúdo digital Mariana Adôrno, esposa do coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Jorge Eduardo Naime, criticou publicamente a prisão do marido após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o cumprimento imediato da pena de policiais condenados por omissão durante os atos de 8 de janeiro de 2023.

Naime se apresentou na Corregedoria da PMDF por volta das 15h desta quarta-feira (11) e foi encaminhado à prisão após o esgotamento das possibilidades de recurso no processo.

Em publicação nas redes sociais, Mariana afirmou que a decisão representa uma grave injustiça.

“Infelizmente, é um absurdo o que tem acontecido. Nós estamos diante da maior injustiça do país. Tempos sombrios, onde a gente tem visto impunidade, onde a gente tem visto a falta de responsabilidade com a Justiça. Mas eu creio que tudo isso vai ser restabelecido em breve, e começaremos uma nova fase. Que o Senhor nos abençoe e que a gente não desista do Brasil”, declarou.

Após os procedimentos legais, os cinco policiais condenados foram conduzidos ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, unidade localizada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. No mesmo local também estão presos o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, ambos condenados no processo relacionado à chamada trama golpista.

Além de Jorge Eduardo Naime, foram condenados os coronéis Fábio Augusto Vieira, então comandante-geral da PMDF no dia 8 de janeiro; Klepter Rosa Gonçalves, que ocupava o cargo de subcomandante-geral; Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra; e Marcelo Casimiro Vasconcelos.

O STF considerou que os oficiais foram omissos diante da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília. Os militares foram condenados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado com violência e grave ameaça contra patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado e violação do dever funcional de garantir a ordem pública.

A sentença prevê pena de 16 anos de prisão, pagamento de 100 dias-multa e a obrigação de arcar solidariamente com indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, além da perda dos cargos públicos.

As defesas dos condenados afirmaram discordar da decisão e sustentam que houve falhas na análise do processo.

Os advogados do coronel Klepter Rosa declararam que respeitam a determinação judicial, mas defendem que o militar atuou para conter os manifestantes e conduziu prisões ainda no próprio dia 8 de janeiro.

Já a defesa do coronel Marcelo Casimiro afirmou que a condenação é incompatível com os fatos apresentados no processo e destacou que o oficial possui mais de três décadas de atuação na PMDF sem registros de irregularidades.

No caso de Jorge Eduardo Naime, os advogados apontam contradições na decisão judicial e afirmam ter apresentado laudos periciais que indicariam problemas na cadeia de custódia do celular do coronel, elemento considerado relevante para o processo.

“A história ainda haverá de mostrar, com clareza, quem de fato tentou evitar o pior naquele 8 de janeiro”, afirma a nota da defesa.

O advogado Alexandre Collares, que representa o coronel Paulo José, também criticou o resultado do julgamento e afirmou que o processo teria sido influenciado por narrativas repetidas ao longo do tempo.

A defesa do coronel Fábio Augusto Vieira não se manifestou.

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