À espera de decisão de Moraes, Bolsonaro vai à sede do PL em Brasília
Ex-presidente, acompanhado do filho Jair Renan, evita imprensa em meio ao impasse judicial sobre restrições impostas pelo STF
Por: Redação
23/07/2025 às 10:12

Foto: Getty Images
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi à sede nacional do Partido Liberal, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (23), enquanto aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre possível descumprimento de medidas cautelares. Ao chegar ao local, acompanhado do filho Jair Renan, Bolsonaro limitou-se a dizer aos jornalistas: “Vocês sabem que eu não posso falar”.
O deslocamento ocorre em um momento de tensão jurídica. Moraes deve se pronunciar nos próximos dias sobre a conduta do ex-presidente após ele ter sua imagem e declarações divulgadas por terceiros nas redes sociais — o que, segundo o ministro, infringe as restrições impostas no inquérito da tentativa de golpe de Estado.
Entre as medidas em vigor contra Bolsonaro estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e integral aos fins de semana, além da proibição de usar redes sociais, inclusive por meio de terceiros, ou conceder entrevistas com veiculação digital.
A defesa do ex-presidente afirma que ele não descumpriu as ordens judiciais. Em petição encaminhada ao STF, os advogados alegam que Bolsonaro “não postou, não acessou suas redes sociais nem pediu para que terceiros o fizessem”. Também sustentam que não há proibição clara sobre conceder entrevistas, argumento que foi reforçado após questionamentos da imprensa sobre possível violação.
Enquanto Bolsonaro permanecia na sede do partido, o senador Magno Malta (PL-ES) também esteve no local. Ele criticou Moraes e disse que iria orar com o ex-presidente.
Além de Bolsonaro, seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também é alvo de investigações da Polícia Federal. O deputado é acusado de pedir sanções contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos, o que motivou sua inclusão no inquérito da tentativa de golpe. Ambos respondem por crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
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