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AGU planeja gastar R$ 200 milhões em mais de 10 mil computadores

AGU planeja gastar R$ 200 milhões em mais de 10 mil computadores

Plano de modernização tecnológica da Advocacia-Geral da União pode chegar a R$ 320 milhões e gera críticas sobre possível excesso de equipamentos

Por: Redação

06/03/2026 às 14:40

Imagem de AGU planeja gastar R$ 200 milhões em mais de 10 mil computadores

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) estuda realizar um investimento superior a R$ 200 milhões na compra de mais de 10 mil computadores, dentro de um projeto mais amplo de modernização tecnológica estimado em R$ 320 milhões.

A iniciativa ocorre sob o comando do advogado-geral da União, Jorge Messias, e prevê a aquisição de 13.448 equipamentos de informática para renovar a estrutura tecnológica do órgão.

 

Número de computadores supera quadro de advogados

O plano gerou questionamentos dentro da própria instituição porque a quantidade de máquinas solicitadas supera o número de profissionais ativos na AGU.

Segundo dados do Portal da Transparência, a AGU conta atualmente com 5.521 advogados públicos federais, número bem inferior ao total de equipamentos previstos no projeto.

 

Itens previstos no plano de gastos

Entre os principais investimentos previstos estão:

  • R$ 140 milhões para a compra de 7.960 notebooks
  • R$ 32,6 milhões para 2.238 computadores de alto desempenho
  • R$ 27,3 milhões para 3.200 desktops
  • R$ 53 milhões para infraestrutura de switches e redes wi-fi
  • R$ 19,2 milhões para balanceadores de rede
  • R$ 18,7 milhões para solução de hiperconvergência de dados
  • R$ 11,4 milhões para serviços de backup
  • R$ 11 milhões para armazenamento de dados
  • R$ 10 milhões para servidores de alta performance

 

O projeto ainda inclui aquisição de equipamentos de videoconferência, monitores de grande porte, webcams e sistemas de segurança digital.

 

Recursos viriam de fundo de honorários

Para viabilizar a compra, a AGU busca recursos no Conselho Curador dos Honorários Advocatícios (CCHA), fundo que reúne valores pagos ao governo em honorários de sucumbência obtidos em processos judiciais.

Apesar de o órgão afirmar que o uso do fundo é permitido pelas normas e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o volume de recursos solicitado chamou atenção.

No ano anterior, por exemplo, a AGU havia pedido R$ 5,9 milhões para atualização de sistemas e equipamentos. O novo pedido de R$ 200 milhões representa um aumento de cerca de 5.000% em relação ao valor anterior.

Críticos dentro da instituição afirmam que o número de equipamentos e o volume de recursos levantam dúvidas sobre a real necessidade da despesa, especialmente em um cenário de restrições fiscais no setor público.

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