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Polícia investiga compra de casa de luxo no Vidigal ligada ao Comando Vermelho

Polícia investiga compra de casa de luxo no Vidigal ligada ao Comando Vermelho

Imóvel teria sido usado para lavagem de dinheiro; negociação envolve familiares de Marcinho VP

Por: Redação

30/04/2026 às 08:59

Imagem de Polícia investiga compra de casa de luxo no Vidigal ligada ao Comando Vermelho

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a aquisição de um imóvel de alto padrão no Vidigal, na zona sul do Rio de Janeiro, que teria sido utilizado para lavagem de dinheiro do Comando Vermelho

Segundo a apuração da coluna de Mirelle Pinheiro do site Metrópoles, familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, participaram da negociação da chamada “casa de vidro” com o empresário Sandi Adamiu, herdeiro da Paris Filmes.

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Mensagens analisadas pelos investigadores indicam tratativas diretas entre Márcia dos Santos Nepomuceno, mãe do rapper Oruam, e o empresário. Em uma das conversas, de setembro de 2021, o imóvel é ofertado por cerca de R$ 1,4 milhão, com entrada de R$ 600 mil e pagamento parcelado do restante.

Outros registros indicam pagamentos já realizados, incluindo valores superiores a R$ 1 milhão, além de depósitos adicionais. A polícia aponta que a família já utilizava o imóvel antes mesmo da conclusão da compra.

As investigações também incluem diálogos que sugerem controle financeiro direto por parte de integrantes da organização criminosa, com divisão de valores, cobranças e investimentos. Em um dos trechos, há menção a aplicação de recursos em negócios como uma “whiskeria” e comércio informal.

O caso integra a Operação Contenção, conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que busca desarticular o núcleo financeiro da facção. Entre os investigados estão Lucas Santos Nepomuceno e outros integrantes ligados ao grupo, além de lideranças como Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, e Carlos Costa Neves, o “Gardenal”.

A polícia também apura conexões com outros envolvidos, incluindo o miliciano André Boto. Um dos operadores financeiros do esquema, Carlos Alexandre Martins da Silva, foi preso durante a operação.

A investigação segue em andamento para aprofundar o rastreamento dos recursos e identificar novos envolvidos.

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