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Argentina solicita aos EUA a extradição de Maduro por crimes contra a humanidade

Argentina solicita aos EUA a extradição de Maduro por crimes contra a humanidade

Pedido se apoia na jurisdição universal e amplia cerco internacional ao ex-líder venezuelano

Por: Redação

04/02/2026 às 23:01

Imagem de Argentina solicita aos EUA a extradição de Maduro por crimes contra a humanidade

Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

A Justiça da Argentina encaminhou aos Estados Unidos um pedido formal de extradição do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, acusado de violações sistemáticas de direitos humanos, crimes contra a humanidade e perseguição política. A iniciativa amplia o cerco judicial internacional contra o chavismo e reforça a pressão para que o caso seja analisado fora da Venezuela.

O requerimento foi apresentado no âmbito de um processo que tramita na Justiça argentina com base no princípio da jurisdição universal, mecanismo que permite a investigação e o julgamento de crimes graves independentemente do local onde foram cometidos. Em 2024, a Justiça Federal argentina já havia determinado a prisão imediata de Maduro, por entender que há elementos suficientes para responsabilizá-lo pela estrutura estatal de repressão montada durante seu governo.

Segundo a argumentação jurídica, Maduro não apenas teria conhecimento das práticas atribuídas às forças de segurança, como atuou para mantê-las como política de Estado, com prisões arbitrárias, tortura e repressão a opositores. Magistrados argentinos avaliam que a cadeia de comando do regime o coloca no centro das decisões que resultaram em abusos reiterados contra a população civil.

O pedido dialoga com investigações e sanções em curso em outros países. Nos Estados Unidos, setores do Judiciário e do Departamento de Justiça analisam acusações relacionadas a narcotráfico, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do alto escalão do regime venezuelano, o que pode acelerar a análise do pleito argentino.

O governo chavista reagiu classificando a iniciativa como ingerência política e alinhamento automático de Buenos Aires a Washington, alegando ausência de respaldo jurídico e violação da soberania nacional. Ainda assim, especialistas observam que a medida evidencia o isolamento crescente do regime e a perda de tolerância internacional com práticas autoritárias.

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