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Carol De Toni comunica saída do PL e se articula para disputar o Senado em 2026
Carol De Toni comunica saída do PL e se articula para disputar o Senado em 2026
Deputada avalia mudança de partido após perder espaço no arranjo eleitoral liderado por Jorginho Mello
Por: Redação
04/02/2026 às 22:11

Foto: Fabio Rodrigues Pozebom/Agência Brasil
A deputada federal Carol De Toni comunicou a lideranças políticas que deixará o Partido Liberal (PL) para tentar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. A decisão já foi informada ao presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, segundo apuração divulgada nesta terça-feira (4).
Parlamentar de destaque da direita em Santa Catarina, De Toni deve anunciar nos próximos dias o novo partido pelo qual pretende concorrer. Entre as siglas em negociação estão Novo, PRD, Podemos, Avante, MDB e PSD. A mudança ocorre após a deputada perder espaço dentro do arranjo político estadual costurado pelo governador Jorginho Mello, também filiado ao PL.
Nos bastidores, Valdemar chegou a sugerir que Carol De Toni integrasse a chapa de reeleição de Jorginho como vice-governadora, proposta rejeitada pela deputada. Em sentido inverso, o governador também não acolheu a possibilidade de apoiá-la formalmente para o Senado, optando por uma composição que preserva alianças partidárias mais amplas.
O cenário se complicou ainda mais após Jorginho anunciar o prefeito de Joinville, Adriano Silva, filiado ao Novo, como pré-candidato a vice-governador. A coligação entre Novo e PL reduziu as chances de uma candidatura independente da legenda ao Senado em Santa Catarina e impactou diretamente os planos de De Toni.
Além disso, acordos nacionais entre o PL e o Progressistas (PP), especialmente no Rio Grande do Sul, também influenciam o tabuleiro catarinense. Pelo entendimento entre as siglas, o governador passaria a apoiar o senador Esperidião Amin para uma das vagas ao Senado, em chapa que pode incluir Carlos Bolsonaro.
Diante desse quadro, aliados relatam que Valdemar teria aconselhado Carol De Toni a “fazer o que fosse melhor”, reconhecendo que não haveria espaço para sua candidatura ao Senado dentro do PL. A saída da deputada simboliza um rearranjo relevante na direita catarinense e antecipa uma disputa fragmentada pela representação do Estado na Câmara Alta em 2026.
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