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Barroso admite esperar fim de julgamento de Bolsonaro para tentar reverter sanções dos EUA
Barroso admite esperar fim de julgamento de Bolsonaro para tentar reverter sanções dos EUA
Presidente do STF reconhece que punições internacionais a Moraes e outros ministros decorrem de “narrativa” aceita pelo governo Trump
Por: Redação
26/09/2025 às 17:02

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou nesta sexta-feira (26) que prefere aguardar a conclusão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes de adotar qualquer medida contra as sanções impostas pelos Estados Unidos a ministros da Corte.
As punições incluem a suspensão de vistos e o bloqueio de bens de Alexandre de Moraes e familiares, no âmbito da Lei Magnitsky, que pune violações de direitos humanos. O secretário do Tesouro americano apontou que Moraes promoveu “censura, detenções arbitrárias e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”.
Segundo Barroso, as medidas seriam fruto de uma “incompreensão” dos EUA sobre os acontecimentos de 8 de janeiro. “Prevaleceu para as autoridades americanas a narrativa dos que perderam, dos que tentaram o golpe e não conseguiram”, disse.
Apesar da fala, a sanção contra Moraes foi considerada inédita e dura até mesmo por especialistas estrangeiros, que veem a decisão como um recado do governo Trump contra excessos do Judiciário brasileiro.
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos de prisão.
Barroso deixará a presidência do STF na próxima segunda-feira (29), quando será sucedido por Edson Fachin, tendo Alexandre de Moraes como vice. Em sua despedida, o ministro reconheceu que não conseguiu pacificar o país.
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