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Por: Redação
12/10/2026 às 12:12

Foto: Divulgação
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) comunicou a dirigentes de partidos do Centrão que não pretende apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados nem de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ao comando do Senado.
A posição foi transmitida durante as negociações para ampliar a aliança de Flávio no segundo turno da eleição presidencial. Embora Republicanos, União Brasil e Progressistas tenham declarado apoio ao candidato do PL, o senador indicou que a adesão não representará a manutenção automática dos atuais presidentes das Casas.
A eleição das novas Mesas Diretoras ocorrerá em fevereiro de 2027, depois da posse dos parlamentares eleitos em outubro. A escolha será feita separadamente pelos deputados e senadores.
O resultado das urnas colocou o PL no centro das articulações. O partido elegeu 121 deputados federais e terá a maior bancada da Câmara. No Senado, a legenda começará a próxima legislatura com 28 parlamentares, também ocupando a primeira posição.
Nos bastidores, dirigentes do PL avaliam que a sigla deve assumir o comando de pelo menos uma das duas Casas. A outra presidência poderia ser negociada com um partido aliado do Centrão, como parte da construção de uma eventual base governista.
No Senado, o nome mais citado é o de Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador político da campanha de Flávio. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também aparece como uma possível alternativa capaz de reunir votos da direita e do centro.
Na Câmara, integrantes do PL defendem nomes como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), embora o partido também avalie apoiar um candidato de uma legenda aliada em uma composição política mais ampla.
Motta e Alcolumbre se aproximaram do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos meses anteriores à eleição. Em agosto, os três participaram de uma reunião no Palácio da Alvorada para discutir a votação de projetos de interesse do governo.
O acordo político previa o apoio de Lula à permanência de Motta e Alcolumbre no comando do Congresso caso o petista fosse reeleito. Em contrapartida, os presidentes das Casas atuariam pela tramitação de pautas prioritárias do Palácio do Planalto.
A aproximação aumentou a resistência dentro do PL. Parlamentares do partido acusam Motta de favorecer projetos governistas e criticam Alcolumbre por manter parados pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes.
Flávio já havia acusado o presidente do Senado de atuar para proteger Moraes. O PL defende que a próxima direção da Casa tenha disposição para analisar os pedidos protocolados contra integrantes do Supremo.
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