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Ciro Nogueira chama Lula de “ultrapassado” e critica aumento de impostos: “Quem sofre é o pobre”
Ciro Nogueira chama Lula de “ultrapassado” e critica aumento de impostos: “Quem sofre é o pobre”
Em Lisboa, senador do PP acusa presidente de tentar reeditar discurso de confronto com o Congresso e alerta: “Não tem chance de dar certo”
Por: Redação
03/07/2025 às 11:24

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Durante participação no 13º Fórum de Lisboa, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) disparou críticas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem classificou como “um homem radical e ultrapassado” em seu terceiro mandato. Segundo o parlamentar, Lula perdeu a capacidade de dialogar com a sociedade e tenta reeditar um discurso de confronto que, em sua visão, já fracassou no passado.
“Ele usou esse discurso de ‘nós contra eles’ em 1989 e perdeu a eleição. Quer repetir agora. Isso é péssimo para o Brasil, para a sociedade e até para o próprio legado que ele construiu lá atrás”, afirmou Ciro a jornalistas no evento jurídico, apelidado de “Gilmarpalooza”.
O senador do PP — um dos articuladores políticos do governo Jair Bolsonaro — disse que, diferentemente de seus primeiros mandatos, Lula voltou ao poder sem conseguir se comunicar com o país. “O Brasil mudou, mas ele não. O presidente está tentando capitalizar politicamente com o embate entre os Poderes, e isso não tem chance de dar certo”, avaliou.
Ciro também criticou a atual política fiscal do governo e classificou o aumento do IOF como um “assalto ao bolso do contribuinte”. Para ele, a narrativa de que os mais pobres não seriam afetados é falsa: “O rico não compra a prazo. Quem compra financiado é o pobre — a televisão, o ventilador no mercadinho. Quem paga essa conta é o povo”.
Afirmando que o Congresso “não vai recuar de suas atribuições”, o senador cobrou que Lula se adapte à nova correlação de forças no Parlamento. “O Congresso é de centro-direita. Não é o Legislativo que tem que se adaptar ao presidente. Somos cobrados nas ruas e não vamos mudar nossa postura para agradar o Executivo”, disse.
Sobre o caminho para retomar o diálogo, o senador sugeriu um pacto institucional que envolva cortes de gastos nos três Poderes. “A população está cansada de ser a única sacrificada”, pontuou.
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