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Com recursos públicos, escola de samba de homenageia MST

Com recursos públicos, escola de samba de homenageia MST

Acadêmicos do Tatuapé recebe verba municipal milionária e leva movimento ao Anhembi

Por: Redação

06/02/2026 às 09:51

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Acadêmicos do Tatuapé prepara um desfile no Sambódromo do Anhembi, na madrugada de 14 de fevereiro, com um samba-enredo dedicado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A homenagem ocorre em um contexto de financiamento público: cada escola do Grupo Especial recebe R$ 2,76 milhões da Prefeitura de São Paulo em 2026, valor que integra um pacote estimado em cerca de R$ 70 milhões para o Carnaval paulistano.

Com o tema “Plantar para Colher e Alimentar: Tem Muita Terra Sem Gente e Muita Gente Sem Terra”, a agremiação afirma que o objetivo é apresentar o MST para além das ocupações de propriedades, destacando ações em agricultura familiar, produção sustentável e mobilização social. Integrantes da escola dizem que o enredo segue a tradição de abordar pautas sociais e culturais no desfile.

A decisão, contudo, reacendeu críticas sobre a destinação de recursos públicos para iniciativas percebidas como alinhadas a agendas políticas específicas. O debate ganhou força após a divulgação de que o logotipo do MST aparece em destaque ao lado do emblema da Prefeitura de São Paulo, principal patrocinadora do evento.

Segundo dirigentes da Tatuapé, a escolha do tema considerou critérios artísticos e parcerias culturais. A diretoria sustenta que o Carnaval da capital tem impacto econômico e turístico relevante, argumento também utilizado pela administração municipal para justificar o investimento nas escolas, mesmo após cortes em outras áreas da festa, como os blocos de rua.

Críticos, por sua vez, questionam a neutralidade do patrocínio público quando recursos do contribuinte financiam homenagens a movimentos frequentemente envolvidos em disputas fundiárias e embates políticos. Para esse grupo, o caso expõe a necessidade de maior transparência e critérios mais objetivos na aplicação de verbas culturais, especialmente em um cenário de restrições orçamentárias.

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