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Perícia da PF aponta risco de novas quedas e sintomas neurológicos em Jair Bolsonaro
Perícia da PF aponta risco de novas quedas e sintomas neurológicos em Jair Bolsonaro
Laudo enviado ao STF recomenda investigação diagnóstica e medidas de segurança no cárcere após episódio de traumatismo craniano
Por: Redação
06/02/2026 às 14:41

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Laudo médico elaborado por peritos da Polícia Federal concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta sinais e sintomas neurológicos que elevam o risco potencial de novos episódios de queda, exigindo investigação diagnóstica aprofundada. O documento foi encaminhado nesta sexta-feira (6) ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a divulgação do conteúdo.
Segundo os peritos responsáveis pelo exame, o quadro clínico demanda atenção imediata, ainda que não tenha sido concluída a causa exata dos sintomas. Enquanto não há definição diagnóstica, os médicos recomendaram a adoção de medidas paliativas no ambiente prisional, como a instalação de grades de apoio em corredores e banheiros, dispositivos adicionais de emergência, monitoramento em tempo real e acompanhamento contínuo nas áreas comuns.
Bolsonaro sofreu uma queda no dia 6 de janeiro de 2026, quando bateu a cabeça em sua então cela na Superintendência Regional da Polícia Federal. No dia seguinte, foi levado ao hospital DF Star para a realização de exames. Um dos médicos que integram sua equipe, Brasil Caiado, informou que o ex-presidente sofreu traumatismo craniano leve e levantou a hipótese de que a desorientação que levou à queda possa ter sido causada por interação medicamentosa durante tratamento de uma crise persistente de soluços.
Por determinação de Alexandre de Moraes, Bolsonaro foi transferido para a Penitenciária da Papudinha em 15 de janeiro. O novo laudo pericial detalha ainda que o ex-presidente é portador de diversas doenças crônicas, entre elas hipertensão arterial sistêmica, síndrome da apneia obstrutiva do sono em grau grave, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, doença do refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais.
Os peritos descartaram, contudo, diagnósticos anteriormente mencionados pela defesa, como pneumonia bacteriana não especificada, anemia por deficiência de ferro, sarcopenia e depressão. A avaliação foi baseada em exame clínico direto e na análise de documentos médicos apresentados pelos advogados do ex-presidente.
O relatório recomenda a otimização dos tratamentos já em curso e a adoção de medidas preventivas diante do risco de complicações, especialmente eventos cardiovasculares. Também sugere a prática de atividade física aeróbica e de resistência, além de fisioterapia voltada ao equilíbrio postural.
O laudo deve servir de base para novas decisões do STF sobre as condições de custódia de Bolsonaro, incluindo pedidos da defesa por medidas alternativas, sob o argumento de preservação da saúde e da integridade física do ex-presidente.
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