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Coordenador de Lula defende atuação do Tesouro para reduzir juros

Coordenador de Lula defende atuação do Tesouro para reduzir juros

José Sergio Gabrielli também afirma que campanha petista discute novo aumento do Imposto de Renda para as maiores rendas

Por: Redação

26/08/2026 às 07:25

Imagem de Coordenador de Lula defende atuação do Tesouro para reduzir juros

Foto: Divulgação

O economista José Sergio Gabrielli, coordenador-geral do programa de governo da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, defende que o Tesouro Nacional atue diretamente no mercado de títulos públicos como estratégia para reduzir os juros de longo prazo.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Gabrielli citou como possibilidade a recompra de títulos públicos pelo Tesouro, em medida semelhante à anunciada recentemente pelo governo dos Estados Unidos. A proposta seria utilizada para interferir nas condições do mercado e pressionar os juros de longo prazo para baixo.

O coordenador também atribuiu o crescimento da dívida pública principalmente aos encargos financeiros decorrentes dos juros, e não ao aumento das despesas do governo. O setor privado, por outro lado, defende medidas de maior restrição fiscal para conter os gastos públicos.

 

Campanha discute novo aumento do Imposto de Renda

Gabrielli afirmou ainda que a campanha de Lula avalia elevar novamente o Imposto de Renda sobre as maiores rendas em um eventual próximo mandato. A mudança ampliaria as alterações implementadas neste ano.

O Tesouro já utiliza a recompra de títulos em períodos de instabilidade. Segundo o material, em março deste ano o órgão adquiriu quase R$ 30 bilhões em papéis, diante da perspectiva de manutenção da Selic em patamar elevado. Foi, de acordo com a reportagem, a maior atuação do Tesouro no mercado de juros desde 2020.

 

Críticas ao ajuste fiscal

O economista também criticou um editorial publicado pela Folha de S.Paulo em 16 de agosto, que defendia medidas urgentes para reduzir as despesas federais e evitar uma crise fiscal. Gabrielli classificou o cenário descrito pelo jornal como uma visão que colocava o país “à beira do caos”.

Apesar de comandar a elaboração do programa de governo, Gabrielli não tem sido escalado para falar oficialmente em nome da campanha de Lula. Suas declarações anteriores sobre o arcabouço fiscal provocaram o chamado “efeito Gabrielli”, segundo a publicação, levando o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a buscar reduzir os impactos das falas sobre o mercado.

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