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Correios: Ex-diretora indicada pelo PT receberá mais seis meses de salário após deixar estatal

Correios: Ex-diretora indicada pelo PT receberá mais seis meses de salário após deixar estatal

Correios: Ex-diretora indicada pelo PT receberá mais seis meses de salário após deixar estatal

Por: Redação

21/01/2026 às 13:33

Imagem de Correios: Ex-diretora indicada pelo PT receberá mais seis meses de salário após deixar estatal

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A ex-diretora de Governança e Estratégia da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), Juliana Picoli Agatte, deverá cumprir um período de quarentena de seis meses antes de assumir um novo cargo na iniciativa privada. Durante esse intervalo, ela continuará recebendo salário integral, o que representará um custo aproximado de R$ 278 mil aos cofres públicos.

A decisão foi ratificada pela Comissão de Ética Pública (CEP), após a própria ex-dirigente consultar o colegiado sobre uma proposta para atuar como diretora de relações governamentais na Edelman, multinacional do setor de comunicação corporativa e relações institucionais.

Juliana Agatte exerceu o cargo nos Correios entre outubro de 2023 e novembro de 2025 e foi indicada pelo PT para a função estratégica. Como diretora, recebia R$ 46.336 mensais, valor que seguirá sendo pago ao longo da quarentena, mesmo sem o exercício de qualquer atividade pública ou privada.

Segundo a Comissão de Ética, a função pretendida na iniciativa privada apresenta sobreposição direta com as atribuições exercidas na estatal, configurando potencial conflito de interesses. Em seu voto, o relator Manoel Caetano Ferreira Filho destacou que a migração imediata poderia permitir o uso de informações estratégicas e privilegiadas em benefício de interesses privados.

“A sobreposição entre as áreas de atuação da estatal e da proponente comprometeria a necessária neutralidade das relações negociais e institucionais”, afirmou o conselheiro no parecer aprovado pela CEP.

Nos próprios formulários enviados ao colegiado, Juliana Agatte reconheceu que teve acesso a informações sensíveis e admitiu que a proposta da Edelman a colocaria em uma situação “potencialmente configuradora de conflito de interesses”.

De acordo com a descrição da vaga, a executiva atuaria diretamente na interlocução com órgãos da administração pública, empresas estatais, Congresso Nacional e Poder Executivo, conduzindo estratégias de advocacy, monitoramento regulatório e engajamento institucional nos setores de logística, transporte e comércio eletrônico — atividade comumente caracterizada como lobby.

A Comissão de Ética justificou a imposição da quarentena como forma de evitar o chamado efeito porta-giratória, prática em que ex-agentes públicos utilizam redes de relacionamento e conhecimento interno acumulados no Estado para obter vantagem competitiva no setor privado. Ainda assim, o modelo vigente garante a manutenção integral da remuneração durante o período de impedimento.

Além da quarentena, a ex-diretora foi formalmente advertida de que não poderá divulgar nem utilizar informações sigilosas obtidas durante sua passagem pela estatal.

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