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CPMI do INSS já consumiu mais de R$ 147 mil com despesas de investigados e testemunhas
CPMI do INSS já consumiu mais de R$ 147 mil com despesas de investigados e testemunhas
Gastos com passagens, diárias e escoltas chegaram a 73% do orçamento previsto para a comissão
Por: Redação
04/02/2026 às 15:31

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS que investiga fraudes nos descontos indevidos de benefícios previdenciários já consumiu mais de R$ 147 mil em recursos públicos apenas em 2025 com despesas de depoentes, advogados e forças de apoio. O valor representa 73% do limite orçamentário de R$ 200 mil aprovado pelo colegiado.
Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e de levantamentos junto ao Senado Federal. Os custos envolvem pagamento de passagens aéreas, diárias de hospedagem, alimentação e deslocamento, destinados exclusivamente a depoentes que solicitaram auxílio financeiro para comparecer às oitivas em Brasília.
Além de investigados e testemunhas, a CPMI também arcou com despesas de advogados que acompanharam os depoentes, bem como de policiais legislativos responsáveis por escoltas e de servidores da Polícia Federal deslocados de outros estados para apoiar os trabalhos da comissão.
De acordo com os dados oficiais, os gastos foram distribuídos da seguinte forma:
Depoentes e advogados
– Passagens aéreas: R$ 61.363,67
– Diárias: R$ 15.489,57Polícia Federal
– Diárias: R$ 23.918,29
– Passagens: R$ 27.857,51Polícia Legislativa do Senado
– Passagens: R$ 18.135,54
– Diárias: valor mantido sob sigilo pelo Senado
Entre os beneficiários do auxílio estão o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e sua esposa, a empresária e médica Thaisa Hoffmann Jonasson, ambos suspeitos de manter vínculos com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, apontado como pivô do esquema investigado. O casal também é citado em apurações da Polícia Federal sobre recebimento de recursos de entidades sob investigação.
Ainda nas primeiras reuniões da CPMI, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana, defendeu o custeio das despesas como forma de evitar ausências de depoentes que alegassem dificuldades financeiras para comparecer às oitivas.
O maior gasto individual da comissão até agora ocorreu no fim de novembro, durante uma missão da Polícia Legislativa ao Amazonas para cumprir ordem de condução coercitiva contra o ex-coordenador de benefícios e pagamentos do INSS Jucimar Fonseca da Silva. A operação custou cerca de R$ 18 mil, incluindo passagens e diárias de três policiais.
Jucimar foi localizado próximo a Manaus, levado a Brasília e ouvido por nove horas em sessão da CPMI, no dia 1º de dezembro. Ao final do depoimento, o colegiado decretou sua prisão. O ex-servidor havia apresentado atestados médicos para justificar ausências anteriores, o que levou parlamentares a acusá-lo de tentar se esquivar da comissão.
Instalada em 20 de agosto, a CPMI do INSS realizou 29 reuniões até 4 de dezembro, com igual número de depoentes ouvidos. A primeira fase concentrou-se nos descontos associativos indevidos. A partir desta quinta-feira (5), os trabalhos entram em nova etapa, com foco nas fraudes em empréstimos consignados.
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