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Defesa contesta versão da PF e diz que “Sicário” ligado a Vorcaro segue vivo e sem protocolo de morte cerebral

Defesa contesta versão da PF e diz que “Sicário” ligado a Vorcaro segue vivo e sem protocolo de morte cerebral

Por: Redação

05/03/2026 às 22:44

Imagem de Defesa contesta versão da PF e diz que “Sicário” ligado a Vorcaro segue vivo e sem protocolo de morte cerebral

Foto: Divulgação

O advogado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado pelas investigações como ligado ao empresário Daniel Vorcaro, contestou informações divulgadas pela Polícia Federal de Minas Gerais sobre o estado de saúde do investigado após um episódio ocorrido na carceragem da corporação.

Segundo a defesa, Mourão permanece internado em estado grave no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, e não houve abertura de protocolo médico para confirmação de morte cerebral, como chegou a ser sugerido em informações preliminares divulgadas após o ocorrido.

Em nota, o advogado Robson Lucas afirmou que o quadro clínico do cliente segue estável dentro da gravidade e que ele permanece sob monitoramento em unidade de terapia intensiva. De acordo com o boletim médico citado pela defesa, ainda não foram identificados os critérios clínicos necessários para iniciar o procedimento que confirmaria morte encefálica.

O caso ganhou repercussão após a Polícia Federal informar que Mourão foi encontrado desacordado na cela onde estava custodiado na Superintendência da corporação em Minas Gerais. Segundo a PF, agentes iniciaram manobras de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizou o encaminhamento do investigado ao hospital.

Fontes da investigação apontam que Mourão teria tentado tirar a própria vida utilizando a própria camiseta enquanto estava preso. Ele foi reanimado por cerca de 30 minutos por agentes do Grupo de Pronta Intervenção da PF antes de ser levado ao hospital.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão foi preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras e outros crimes envolvendo o Banco Master. Nas apurações, ele é apontado como responsável por monitorar adversários e coletar informações consideradas sensíveis para os interesses de Daniel Vorcaro.

Diante da repercussão do caso, a Polícia Federal abriu apuração para esclarecer as circunstâncias do episódio ocorrido dentro da carceragem da instituição.

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