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Defesa de Filipe Martins afirma ter provas de que Cid escreveu minuta golpista e o culpou para se proteger

Defesa de Filipe Martins afirma ter provas de que Cid escreveu minuta golpista e o culpou para se proteger

Advogado diz ter encontrado documento inédito nos arquivos do celular do tenente-coronel e acusa PF de ignorar material que mudaria a narrativa do caso

Por: Redação

08/12/2025 às 21:31

Imagem de Defesa de Filipe Martins afirma ter provas de que Cid escreveu minuta golpista e o culpou para se proteger

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A defesa do ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, sustenta que o tenente-coronel Mauro Cid é o verdadeiro autor de uma minuta golpista encontrada pela Polícia Federal — e que o militar teria criado uma falsa narrativa para responsabilizar Martins e afastar de si o foco das investigações.

A estratégia será apresentada nesta terça-feira (9) ao STF pelo advogado Jeffrey Chiquini, que afirma ter localizado um documento inédito entre os 78 terabytes de provas dos autos. Segundo ele, os metadados do arquivo identificam Cid como o autor da minuta, contrariando a versão apresentada pelo militar em sua delação premiada.

“Afirmo para vocês: Mauro Cid queria golpe. Ele criou uma minuta golpista e tentou convencer seus comandantes a dar um golpe de Estado. Tudo isso estava no celular dele e foi omitido até hoje.”, disse Chiquini.

Segundo o advogado, o documento descreve a criação de um “tribunal constitucional militar”, proposta que Cid teria levado a comandantes das Forças Armadas — sem sucesso. A minuta seria diferente daquela já conhecida pela PF, usada para incriminar Filipe Martins, que hoje é réu e aguarda julgamento usando tornozeleira eletrônica.

Chiquini afirma que Cid fotografou a minuta atribuída a Martins durante reunião no dia 28 de novembro, mas que isso não prova autoria:

“Mauro Cid criou a falsa narrativa para se blindar. Ele precisava achar um culpado.”

Chiquini, que já foi destituído da defesa por ordem do ministro Alexandre de Moraes, classificou como “farsa” a trama golpista apresentada no processo e disse que seu cliente está ansioso pelo julgamento:

“Filipe sonhava com esse julgamento. Cortou o cabelo, fez a barba. Está convicto de que será absolvido.”

A defesa argumenta que a PF ignorou provas relevantes que apontariam para Cid — levantando, mais uma vez, questionamentos sobre a condução da investigação e o rigor adotado apenas contra personagens ligados ao ex-presidente Bolsonaro, enquanto outras versões seriam descartadas.

No STF, a ação penal contra o chamado núcleo 2 da suposta trama golpista segue em andamento. Cid, delator central do caso, tem colaborado com a investigação. Martins, por outro lado, tenta demonstrar que foi transformado em bode expiatório em um processo marcado por disputas narrativas, manipulação de documentos e forte carga política.

Se confirmada a autenticidade do material citado pela defesa, o caso pode sofrer reviravolta — embora o ambiente atual no Supremo indique pouca disposição para revisar a linha estabelecida pela delação de Cid.

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