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Deputada aciona MPF para investigar atuação de Janja no caso Discord

Deputada aciona MPF para investigar atuação de Janja no caso Discord

Representação apresentada por Júlia Zanatta questiona possível influência da primeira-dama em decisão da AGU e pede apuração do Ministério Público Federal

Por: Redação

12/08/2026 às 08:14

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Foto: Divulgação

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) protocolou uma representação no Ministério Público Federal (MPF) solicitando a apuração da atuação da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, em relação às medidas adotadas pelo governo contra a plataforma Discord.

O pedido tem como base uma manifestação feita por Janja durante evento no Palácio do Planalto, na última quinta-feira (6), quando ela cobrou providências contra a plataforma após o caso de uma adolescente de 13 anos que, segundo as investigações, teria sido induzida à automutilação e ao suicídio durante uma transmissão. A declaração ocorreu na presença do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e do advogado-geral da União, Jorge Messias.

Horas depois, a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que ingressaria com uma ação civil pública contra o Discord. Na representação, Zanatta sustenta que a proximidade entre os dois fatos justifica a abertura de investigação para verificar se houve influência da primeira-dama em uma decisão de caráter institucional.

A parlamentar afirma que a sequência dos acontecimentos pode indicar, em tese, o exercício de atribuições públicas por alguém que não ocupa cargo na administração federal. O documento cita o artigo 328 do Código Penal, que trata da usurpação de função pública, além de dispositivos constitucionais sobre a organização da Administração Pública e as competências do presidente da República.

A própria representação reconhece que Janja não assinou nem formalizou qualquer ato relacionado ao caso. O objetivo, segundo o texto, é esclarecer se houve alguma atuação institucional além da manifestação pública registrada durante a cerimônia.

Outro ponto destacado por Zanatta é uma nota da Secretaria Nacional de Direitos Digitais informando que a suspensão do Discord já havia sido solicitada anteriormente pela autoridade policial, mas o pedido foi rejeitado pelo Judiciário. Para a deputada, esse contexto reforça a necessidade de esclarecer os fundamentos que levaram a AGU a anunciar uma nova iniciativa contra a plataforma após a fala da primeira-dama.

Na representação, a parlamentar solicita que o MPF requisite documentos à Casa Civil, ao Ministério da Justiça e à Advocacia-Geral da União para verificar como foi tomada a decisão de ajuizar a ação civil pública e se houve determinação formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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