A avaliação do governo Luiz Inácio Lula da Silva atingiu um novo patamar negativo na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). Metade dos entrevistados desaprova a administração petista, enquanto 43% aprovam. Outros 7% não souberam responder ou não quiseram opinar.
O resultado representa uma ampliação da diferença em relação ao levantamento anterior, divulgado em 2 de setembro. Na ocasião, 48% desaprovavam o governo e 45% aprovavam. Em poucos dias, a distância entre os dois indicadores passou de três para sete pontos porcentuais.
A pesquisa foi realizada entre 3 e 6 de setembro com 2.004 eleitores e possui margem de erro de dois pontos porcentuais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01720/2026.
Avaliação negativa supera percepção positiva
A percepção sobre a administração federal também apresenta saldo negativo. Para 38% dos entrevistados, o governo Lula é negativo, enquanto 34% o classificam como positivo. Outros 25% consideram a gestão regular.
O resultado ocorre na reta final da campanha eleitoral de 2026. Apesar da desaprovação elevada, Lula permanece na liderança das intenções de voto para o primeiro turno, com 36%.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece na segunda colocação, com 29%. Augusto Cury registra 8%, enquanto Ronaldo Caiado e Renan Santos têm 3% cada. Romeu Zema aparece com 2%.
Lula e Flávio empatam no segundo turno
Quando a pesquisa considera um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário muda. Os dois aparecem com 41% das intenções de voto, configurando empate numérico dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais.
Os dados mostram, portanto, uma diferença importante entre os dois momentos da disputa: Lula mantém vantagem no primeiro turno, mas não apresenta vantagem numérica sobre Flávio em uma eventual segunda etapa.
Com a aproximação das eleições, a combinação entre 50% de desaprovação ao governo e empate no segundo turno coloca a avaliação da administração federal como um dos principais fatores da disputa pela reeleição de Lula.