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Eduardo Bolsonaro critica Moraes após operação da PF e chama ministro de "tiranete"
Eduardo Bolsonaro critica Moraes após operação da PF e chama ministro de "tiranete"
Ex-deputado reagiu à decisão que autorizou buscas contra ex-secretário de Segurança do Maranhão investigado por suposto vazamento de informações a jornalista
Por: Redação
12/08/2026 às 17:18

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a autorização de uma operação de busca e apreensão contra o ex-secretário de Segurança do Maranhão Raimundo Cutrim. Em publicação nas redes sociais, Eduardo classificou o magistrado como um "tiranete de beira de estrada" e questionou a atuação do ministro em investigações envolvendo adversários políticos.
A operação foi realizada pela Polícia Federal com autorização de Moraes e manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O inquérito corre sob sigilo e investiga o suposto repasse de informações a um jornalista que publicou reportagens sobre o uso de veículos oficiais pelo ministro Flávio Dino e familiares quando ele ocupava o governo do Maranhão.
A defesa de Raimundo Cutrim informou que ainda não teve acesso ao conteúdo integral da investigação e questionou a exposição do ex-secretário como suposta fonte jornalística. Segundo o advogado José Berilo de Freitas Leite, o caso envolve garantias constitucionais relacionadas ao sigilo da fonte e à liberdade de imprensa.
Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou que a direita já havia alertado para a atuação de Moraes e defendeu uma revisão da imagem construída em torno do ministro. O ex-deputado também disse que o episódio deve servir de exemplo para futuras gerações e criticou o que chamou de pressões exercidas por um regime que classificou como ditatorial.
O caso também tem relação com uma investigação anterior envolvendo o jornalista Luís Pablo Almeida. Em março deste ano, ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal que resultou na apreensão de equipamentos eletrônicos por determinação do STF. A apuração atual busca esclarecer se Raimundo Cutrim foi a fonte das informações utilizadas nas reportagens sobre Flávio Dino, hipótese contestada pela defesa do ex-secretário.
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