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Eduardo Bolsonaro defende que EUA sancionem Alexandre Padilha e Dilma Rousseff
Eduardo Bolsonaro defende que EUA sancionem Alexandre Padilha e Dilma Rousseff
Deputado cita programa Mais Médicos como motivo para ampliação das restrições impostas por Washington
Por: Redação
14/08/2025 às 21:57

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta quinta-feira (14) que os Estados Unidos deveriam incluir o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na lista de brasileiros alvo de sanções. Segundo ele, a medida estaria relacionada à contratação de médicos cubanos para atuar no programa Mais Médicos, criado em 2013.
“Acredito fortemente que o ministro Padilha está incluso nessa lista de sanções. Vejo o secretário [Marco] Rubio muito sereno na forma como compartimenta a informação. Ele não solta listas etc”, disse Eduardo em entrevista à agência Reuters. “Mas acho difícil imaginar que eles vão tratar de sanções ligadas ao Mais Médicos sem que isso alcance Dilma ou o próprio ministro Padilha”, completou.
O Departamento de Estado dos EUA já anunciou a revogação de vistos e a imposição de restrições a servidores do governo brasileiro, ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e seus familiares. Entre os nomes citados publicamente estão Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde, e Alberto Kleiman, ex-diretor de Relações Externas da Opas. Ambos participaram da implantação do programa.
O senador americano Marco Rubio classificou o Mais Médicos como “um golpe diplomático inconcebível”. Ele tem divulgado as sanções de forma gradual. O primeiro alvo foi o ministro do STF Alexandre de Moraes, que teve o visto revogado em 18 de julho e, duas semanas depois, foi enquadrado na Lei Magnitsky — que pune violações de direitos humanos.
Fontes do governo brasileiro afirmam que outros ministros do STF também tiveram vistos cancelados, entre eles Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes, embora não haja confirmação oficial.
Eduardo Bolsonaro também relacionou a recente taxação de 50% sobre produtos brasileiros à “crise institucional” vivida no país.
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