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Eduardo Bolsonaro diz que “há mais por vir” dos EUA após decisão sobre PCC e CV
Eduardo Bolsonaro diz que “há mais por vir” dos EUA após decisão sobre PCC e CV
Ex-deputado afirma ter solicitado novas medidas ao governo Trump e relata pedidos discutidos durante reuniões com autoridades norte-americanas
Por: Redação
29/05/2026 às 15:19

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que novas ações dos Estados Unidos envolvendo o Brasil podem ocorrer após a decisão do governo Donald Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Segundo ele, outros pedidos foram apresentados durante reuniões realizadas recentemente em Washington.
Em declaração à imprensa, Eduardo afirmou que ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitaram novas medidas em encontros com o presidente Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio.
“Há mais por vir”, disse o ex-parlamentar ao comentar os desdobramentos da aproximação com autoridades norte-americanas.
Ao comentar a classificação das facções brasileiras, Eduardo associou a medida ao combate ao crime organizado e elogiou a atuação do irmão nas articulações internacionais.
“Quando o bandido chora, a população trabalhadora se alegra. Sinto a sensação de dever cumprido. Mérito do Flávio que foi determinado defender esta declaração”, afirmou.
O influenciador e jornalista Paulo Figueiredo, que acompanhou Flávio e Eduardo nas reuniões nos Estados Unidos, afirmou que um dos pedidos discutidos com integrantes do governo Trump envolveu a retomada de sanções baseadas na Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Segundo Figueiredo, a solicitação teria sido feita por ele e por Eduardo Bolsonaro, sem participação direta de Flávio.
“O Flávio não quis se envolver nessa questão, preferiu se preservar”, declarou.
Figueiredo afirmou ainda ter relatado ao presidente norte-americano o que considera efeitos da legislação no ambiente institucional brasileiro, mencionando mudanças no Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, Donald Trump demonstrou interesse no tema durante as conversas.
Apesar disso, o influenciador disse não acreditar em eventual retomada imediata de medidas relacionadas à Lei Magnitsky.
“Mas foi algo discutido. Nós nos certificamos de que o que houve foi uma suspensão”, afirmou.
De acordo com Figueiredo, ele e Eduardo também argumentaram ao governo norte-americano que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria adotado postura crítica em relação a Trump após pedido anterior envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O influenciador mencionou ainda a suspensão do visto do diplomata Darren Beattie, assessor sênior do governo Trump para assuntos relacionados ao Brasil, que viajaria ao país em março.
A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras foi anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e entra em vigor em 5 de junho. A medida amplia instrumentos jurídicos e financeiros usados pelo governo norte-americano contra organizações ligadas ao crime transnacional.
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