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Eduardo Bolsonaro diz que Senado se coloca refém do STF após rejeitar PEC das Prerrogativas
Eduardo Bolsonaro diz que Senado se coloca refém do STF após rejeitar PEC das Prerrogativas
Parlamentar diz que proposta buscava proteger o Legislativo de “poderes ilimitados da burocracia não eleita”
Por: Redação
25/09/2025 às 08:48
● Atualizado em 25/09/2025 às 09:05

Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou os senadores que rejeitaram a chamada 'PEC da Blindagem' na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (24). Em publicação no X (antigo Twitter), o parlamentar acusou os integrantes da Casa de se submeterem ao que chamou de “regime de exceção” conduzido pelo Judiciário.
“Vocês são reféns de desinformação e engodo. Optaram em manter os poderes ilimitados da burocracia não eleita, por puro medo politiqueiro”, afirmou. Eduardo ainda estendeu as críticas a governadores: “Os senadores e governadores que impediram a criação das garantias mínimas contra o regime de exceção são serviçais complacentes dos tiranos.”
A PEC, já aprovada na Câmara, foi rejeitada por unanimidade na CCJ, inclusive com votos contrários de senadores do próprio PL, como Carlos Portinho (RJ), Jorge Seif (SC), Magno Malta (ES) e Rogério Marinho (RN), líder da oposição na Casa. O texto previa que a abertura de processos judiciais contra parlamentares só pudesse ocorrer com autorização do Legislativo em votação secreta, além de estender foro privilegiado a presidentes de partido.
Governadores de direita também se posicionaram contra a proposta. Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) afirmou que a PEC “nasceu para ser um remédio e se transformou em outra coisa”. Romeu Zema (Novo-MG) declarou que o texto foi “criado para cobrir coisas erradas”, enquanto Ratinho Junior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) classificaram a medida como “convite para o crime organizado entrar no Congresso”.
O avanço da PEC na Câmara ocorreu em paralelo ao projeto de anistia dos condenados de 8 de janeiro, em meio ao descontentamento de deputados com decisões do Supremo Tribunal Federal, sobretudo nos processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Para Eduardo, a derrubada da PEC representa submissão ao STF.
“Nesse país, só vai para cadeia parlamentar que ousa pensar diferente dos dogmas da extrema esquerda no poder”, declarou.
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