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Eduardo Bolsonaro pede a Trump retomada de sanções contra Alexandre de Moraes

Eduardo Bolsonaro pede a Trump retomada de sanções contra Alexandre de Moraes

Ex-deputado afirma que aliados solicitaram novamente a aplicação da Lei Magnitsky contra ministro do STF; eventual decisão cabe ao governo norte-americano

Por: Redação

02/09/2026 às 16:34

Imagem de Eduardo Bolsonaro pede a Trump retomada de sanções contra Alexandre de Moraes

Foto: Reprodução

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que ele e aliados voltaram a solicitar ao governo dos Estados Unidos a aplicação de sanções da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

A declaração foi dada em entrevista ao portal UOL após a divulgação de mensagens atribuídas a Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Eduardo afirmou que o material reforça, na avaliação dele, questionamentos sobre relações financeiras envolvendo o ministro e sua família.

Durante a entrevista, o ex-parlamentar também mencionou supostos pedidos de “proteção” que teriam sido direcionados a outras autoridades. Ele afirmou que sua atuação nos Estados Unidos inclui apresentar posicionamentos quando consultado sobre questões relacionadas ao Brasil.

“Então, por óbvio, sou entusiasta do retorno da Lei Magnitsky, porque vejo abusos de direitos humanos”, declarou Eduardo.

 

Decisão depende de Trump

Eduardo ressaltou que não existe, até o momento, uma previsão para uma eventual resposta do governo norte-americano.

A aplicação da Lei Magnitsky é uma decisão atribuída ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após avaliações dentro do governo, incluindo integrantes das áreas de Tesouro e Estado.

“A Lei Magnitsky não é um ato ilícito. É uma lei norte-americana feita para isso e fica à conveniência do presidente da República, ouvindo os seus secretários do Tesouro e de Estado”, afirmou o ex-deputado.

 

Moraes já esteve na lista de sancionados

Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, foram retirados da lista de pessoas submetidas às sanções da Lei Magnitsky em dezembro de 2025.

O ministro havia sido incluído na relação em julho daquele ano. Na ocasião, o governo norte-americano apontou alegadas violações de direitos humanos relacionadas à condução do processo sobre a chamada trama golpista, investigação que resultou na prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Agora, Eduardo Bolsonaro busca novamente apoio do governo dos Estados Unidos para que as sanções sejam restabelecidas. A eventual retomada da medida, porém, depende de uma decisão de Washington.

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