O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que as negociações para escolher uma mulher como candidata à Vice-Presidência de sua chapa não avançaram por decisão das direções nacionais de partidos aliados. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Market Makers.
Segundo o pré-candidato à Presidência, as mulheres cogitadas para ocupar a vaga manifestaram apoio à sua pré-campanha, mas as tratativas com outras legendas foram interrompidas pelas cúpulas partidárias. Durante a entrevista, Flávio afirmou que "quem não veio foram os caciques dos partidos".
Na quarta-feira (5), o senador confirmou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente em sua chapa. Antes da definição, a campanha buscou construir alianças com nomes como a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e Daniella Marques, recém-filiada ao Republicanos. As duas legendas, no entanto, optaram por permanecer neutras na disputa presidencial.
Além desses nomes, também chegaram a ser consideradas para a vice a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), a deputada Bia Kicis (PL-DF), a presidente do Podemos, Renata Abreu (SP), e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
Flávio Bolsonaro elogiou a escolha de Alfredo Gaspar, destacou sua atuação na CPMI do INSS e afirmou que considera um "grande privilégio" tê-lo como companheiro de chapa. O senador também disse respeitar a decisão das lideranças partidárias durante o processo de formação da aliança eleitoral.
A estratégia da campanha era lançar uma mulher como candidata a vice para ampliar a identificação junto ao eleitorado feminino, segmento em que Flávio Bolsonaro busca ampliar seu desempenho eleitoral.