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Flávio Bolsonaro chama ataque a vereador do PL no RN de “terrorismo”

Flávio Bolsonaro chama ataque a vereador do PL no RN de “terrorismo”

Senador afirma que facções criminosas atuam como estruturas paramilitares e cobra resposta mais dura do Estado

Por: Redação

16/06/2026 às 21:43

Imagem de Flávio Bolsonaro chama ataque a vereador do PL no RN de “terrorismo”

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “terrorismo” o atentado que teve como alvo o vereador Cabo Deyvison (PL-RN), em Mossoró, no Rio Grande do Norte. A manifestação foi feita nesta terça-feira (16), por meio das redes sociais.

No ataque, o assessor do parlamentar, Alyson Diego, morreu após ser atingido por disparos. Cabo Deyvison ficou ferido e recebeu atendimento médico. As investigações apuram as circunstâncias e a motivação do crime.

Ao comentar o caso, Flávio Bolsonaro prestou solidariedade ao vereador e aos familiares da vítima fatal. O senador afirmou que o episódio reflete o avanço das organizações criminosas em diversas regiões do país.

“O atentado contra o vereador Cabo Deyvison, em Mossoró, é um choque, mas infelizmente não chega a ser uma surpresa. No Brasil de hoje, quem enfrenta facções narcoterroristas se torna alvo”, declarou o parlamentar.

Na publicação, o senador destacou o armamento utilizado pelos criminosos e defendeu que o atentado seja tratado pelas autoridades como um ato de terrorismo.

“Isso não é criminalidade comum. Isso é terrorismo”, afirmou.

Flávio também argumentou que facções criminosas deixaram de atuar apenas como quadrilhas tradicionais e passaram a operar com características semelhantes às de grupos armados organizados.

“Não estamos falando de simples quadrilhas. Estamos falando de facções que operam com estrutura militar, dominam territórios e executam ataques planejados”, escreveu.

 

Debate sobre classificação de facções

O senador voltou a defender a inclusão de facções criminosas na legislação antiterrorismo brasileira, tema que já foi alvo de diferentes propostas no Congresso Nacional, mas que ainda não avançaram até a aprovação definitiva.

A discussão ganhou força após o Departamento de Estado dos Estados Unidos passar a classificar, em maio deste ano, as duas maiores facções criminosas brasileiras como organizações terroristas globais.

O atentado em Mossoró ocorre em meio ao aumento das preocupações com a atuação do crime organizado no Nordeste e reacende o debate sobre o endurecimento das políticas de combate às facções que controlam territórios e desafiam as forças de segurança em diferentes regiões do país.

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