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Gilmar diz que Mendonça cometeu “erro crasso” em tratativas sobre delação de Vorcaro
Gilmar diz que Mendonça cometeu “erro crasso” em tratativas sobre delação de Vorcaro
Ministro do STF critica atuação do relator do caso Master e aponta impropriedade em discussões sobre possível colaboração premiada
Por: Redação
23/06/2026 às 08:19

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Gilmar Mendes afirmou que o colega André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), cometeu um “erro crasso” ao tratar de uma proposta de delação premiada relacionada ao empresário Daniel Vorcaro e ao caso Banco Master. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Roda Viva, exibida na noite de segunda-feira (22).
Segundo Gilmar, a condução de tratativas envolvendo acordos de colaboração exige rigor institucional e respeito às atribuições previstas em lei, especialmente nas etapas preliminares de negociação.
Durante a entrevista, Gilmar Mendes afirmou que houve uma impropriedade na forma como o assunto foi tratado, argumentando que a legislação não prevê participação do relator nas negociações iniciais de uma delação premiada.
A manifestação ocorreu após André Mendonça relatar, em sessão do STF, que um advogado ligado a Daniel Vorcaro teria procurado seu gabinete para apresentar uma proposta de colaboração premiada. Segundo Mendonça, a iniciativa foi rejeitada por envolver uma suposta “delação seletiva”.
Divergência em torno do caso Master
O episódio acontece em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master e dias após divergências públicas entre os dois ministros em julgamentos ligados ao caso.
Ao comentar o assunto, Mendonça afirmou que não concorda com acordos que abordem apenas parte dos fatos investigados, defendendo que eventuais colaborações devem contemplar integralmente as informações relacionadas às apurações.
Caso segue no STF
André Mendonça é o relator dos processos ligados ao caso Master no Supremo Tribunal Federal. As investigações apuram suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e outras irregularidades atribuídas ao grupo comandado por Daniel Vorcaro.
As declarações de Gilmar Mendes ampliam o debate dentro da Corte sobre os procedimentos adotados em negociações de colaboração premiada e sobre a condução das investigações em curso.
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